Papa Francisco centralizou as periferias - Cardeal patriarca

Lusa

O cardeal patriarca de Lisboa, Manuel Clemente, considera que o papa Francisco, eleito há cinco anos, centralizou as periferias, transportando o que fazia em Buenos Aires para o centro de Roma.

“Foi ele próprio que mudou para Roma e para a escala mundial, ampliando-se. O que fazia em Buenos Aires passou a fazê-lo da praça de São Pedro a muitos outros lugares, imprevisíveis até. Centralizou as periferias”, referiu Manuel Clemente, numa resposta por escrito à Lusa, sobre as mudanças introduzidos pelo papa, desde a sua eleição.

O papa Francisco, segundo o cardeal patriarca, alerta ”incessantemente para o essencial e em pontos nevrálgicos”.

“A justiça como condição para a paz, a salvaguarda da Terra de todos para todos. É em torno de pontos como estes que a união mais urge. Por isso suscita aplausos unânimes nas instâncias internacionais que o convidam ou visitam”, afirmou.

O papa, acrescenta Manuel Clemente, tem ainda ocasionado reencontros inter-religiosos e ecuménicos com larga adesão.

“Como se centra no essencial – o nosso Criador comum quer-nos solidários e fraternos – ocasiona reencontros, com larga adesão. É essa conjugação de pontos essenciais com a disponibilidade para os procurar em conjunto que faz avançar as coisas, no campo ecuménico (entre cristãos) ou inter-religioso (entre os vários credos)”, frisou.

Jorge Mario Bergoglio foi escolhido a 13 de março de 2013, sucedendo a Bento XVI, que renunciou devido à idade avançada.

É o primeiro papa oriundo da América Latina e também o primeiro jesuíta a tornar-se papa, o 266.º da história.

Bergoglio, que adotou o nome de Francisco, nasceu a 17 de dezembro de 1936, na capital argentina e foi ordenado a 13 de dezembro de 1969, durante os estudos na Faculdade de Teologia do colégio de São José, em São Miguel de Tucuman (norte da Argentina).