Pode haver mais uma santa portuguesa: Papa reconhece "virtudes heroicas" de Luiza Andaluz

Lusa

O papa Francisco assinou hoje o decreto que dá o primeiro passo para o processo de beatificação de Luiza Andaluz, fundadora da Congregação das Servas de Nossa Senhora de Fátima.

Segundo a Santa Sé, o papa reconheceu “as virtudes heroicas” de Maria Langstroth Figuera De Sousa Vadre Santa Marta Mesquita e Melo (Luiza Andaluz), nascida a 12 de fevereiro de 1877 em Marvila e falecida em Lisboa a 20 de agosto de 1973.

O reconhecimento das “virtudes heroicas” é um passo central no processo que leva à proclamação de um fiel católico como beato, penúltima etapa para a declaração da santidade.

Para que venha a ser proclamada beata terá de ser aprovado um milagre.

Aquando da Revolução de 1910, Luiza Andaluz torna-se uma das principais dinamizadoras e responsáveis pela criação de escolas e oficinas de trabalho um pouco por toda a parte.

A Congregação surgiu a 15 de outubro de 1923, com a primeira comunidade que se reuniu na sua própria casa em Santarém e reconhecida pela Santa Sé como Instituto de Direito Pontifício em 1981.

As Servas de Nossa Senhora de Fátima dedicam-se ao trabalho em centros paroquiais, jardins de infância, lares assistenciais e hospitais, escolas públicas e no Santuário de Fátima e estão atualmente presentes em Portugal, Moçambique, Bélgica, Luxemburgo, Angola, Brasil e Guiné-Bissau.