Papa apela a solução pacífica para situação nas Honduras após eleições

Lusa

O papa Francisco manifestou hoje o desejo de que a situação nas Honduras, onde o Governo decretou o estado de exceção na sexta-feira após manifestações violentas, possa ser resolvida de maneira “pacífica”.

“Na minha oração recordo de maneira especial também o povo das Honduras, para que possa superar de modo pacífico o atual momento de dificuldade”, disse o papa depois da habitual Oração do Angelus, perante milhares de pessoas na praça de São Pedro, no Vaticano.

Francisco fez esta referência à situação nas Honduras horas depois de ter regressado de uma viagem à Ásia, onde esteve de segunda-feira a sábado, passando pela Birmânia (Myanmar) e pelo Bangladesh.

Desde o ato eleitoral do passado domingo, e a par dos protestos, as Honduras têm sido cenário de vários casos de vandalismo, incluindo danos em edifícios, pilhagens e incêndios.

Segundo a comunicação social das Honduras, sete pessoas morreram na sexta-feira à noite num hospital da região norte do país. As vítimas terão sido baleadas durante confrontos com a polícia militar hondurenha.

As ações de protesto envolvem simpatizantes de Salvador Nasralla, candidato presidencial da Aliança da Oposição contra a Ditadura, que acredita estar a ser alvo de fraude eleitoral.

Os primeiros resultados do ato eleitoral, difundidos na madrugada de segunda-feira, chegaram a dar a Salvador Nasralla uma vantagem sobre o Presidente cessante, o conservador Juan Orlando Hernández (do Partido Nacional), mas a diferença foi lentamente diminuindo até que a ordem se inverteu.

A autoridade eleitoral do país anunciou, entretanto, a recontagem de alguns votos.

De modo a travar a vaga de protestos e violência, na sexta-feira, o Governo das Honduras decretou o estado de exceção no país.