US Open: Daniil Medvedev defende título na despedida de Serena Williams

Lusa

O número um mundial de ténis, o russo Daniil Medvedev, vai defender o título do Open dos Estados Unidos, entre segunda-feira e 11 de setembro, em Flushing Meadows, onde a norte-americana Serena Williams fará a sua despedida.

Medvedev chega a Nova Iorque com a certeza sw que, este ano, não terá de enfrentar o vice-campeão de 2021, o sérvio Novak Djokovic, impedido de participar no torneio por não estar vacinado contra a covid-19, mas não se livra da responsabilidade de defender o seu único título do ‘Grand Slam’, vital para manter a liderança do ‘ranking’ ATP.

Tal como Djokovic, que seria um dos principais favoritos à vitória em Nova Iorque, o moscovita, de 26 anos, também falhou o terceiro ‘major’ da temporada, Wimbledon, mas devido à invasão militar da Ucrânia por parte da Rússia, estando agora de regresso aos torneios do ‘Grand Slam’, após a derrota na final do Open da Austrália diante de Rafael Nadal e do desaire na quarta ronda de Roland Garros frente ao croata Marin Cilic.

Além de há um ano se ter apresentado nos Estados Unidos com três troféus (ATP 250 de Marselha e de Maiorca e o Masters 1.000 do Canadá), Medvedev esta época perdeu três finais (Open da Austrália, ATP 250 ‘s-Hertogenbosch e ATP 500 Halle) e venceu apenas uma (ATP 250 de Los Cabos), o que poderá afetar a sua confiança.

Contra Medvedev joga ainda o facto de os espanhóis Rafael Nadal (3.º do mundo) e Carlos Alcaraz (4.º), o grego Stefanos Tsitsipas (5.º) e o norueguês Casper Ruud (7.º) estarem em boa forma, ao contrário do alemão Alexander Zverev (2.º ATP) a recuperar de uma lesão no tornozelo, e, além de fortes opositores, são todos candidatos ao topo da hierarquia mundial após a quinzena nova-iorquina.

O principal favorito é, contudo, o esquerdino de Manacor, detentor de 22 títulos do ‘Grand Slam’, dois dos quais conquistados esta temporada, que, por ter falhado a edição do ano passado do torneio norte-americano, não tem pontos a defender e na segunda-feira assume a ‘pole position’, enquanto Alcaraz, Tsitsipas e Ruud só chegando à final têm hipótese de sair de Flushing Meadows com o estatuto de número um.

Na competição feminina todas as atenções estão centradas na norte-americana Serena Williams, que no início do mês anunciou a sua retirada do ténis mundial após o US Open, em Nova Iorque, onde alcançou, em 1999, o primeiro dos seus 23 ‘majors’.

Prestes a celebrar os 41 anos, a recordista de títulos do ‘Grand Slam’ na Era Open não se apresenta no seu melhor momento – desde o seu último triunfo num ‘major’ em 2017, no Open da Austrália, tem padecido de várias lesões – está prestes a encerrar uma carreira com quatro medalhas de ouro olímpicas e 73 títulos em torneios WTA para aumentar a família.

À parte da despedida da norte-americana, a britânica Emma Raducanu, que fez história em 2022 ao tornar-se na primeira ‘qualifier’ a vencer um ‘Grand Slam’, regressa a Flushing Meadows com os níveis de confiança em alta, depois de bater na última semana Serena Williams e a bielorrussa Victoria Azarenka.

Assim como a jovem Raducanu, de 19 anos, destaque para a polaca Iga Swatek, número um mundial, que venceu seis torneios consecutivos esta época, Anett Kontaveit (2.ª do circuito), da Estónia, a grega Maria Sakkari (3.º), a espanhola Paula Badosa (4.ª) e, entre outras, as anfitriãs Jessica Pegula e Coco Gauff, que registaram bons resultados nas últimas semanas.

A japonesa Naomi Osaka, a canadiana Bianca Andreescu e a norte-americana Sloane Stephens, antigas campeãs, também estão de regresso ao palco do último ‘major’ do ano, tal como a romena Simona Halep, bicampeã do Grand Slam, e a francesa Caroline Garcia, que se tornou nos últimos dias na primeira ‘qualifier’ a vencer um título WTA 1000 em Cincinnati.