Presidente da Assembleia Legislativa dos Açores recorda legado do bispo emérito de Angra

O presidente da Assembleia Legislativa dos Açores, Luís Garcia, manifestou hoje pesar pela morte do bispo emérito de Angra, António de Sousa Braga, alegando que deixa um legado de “proximidade, humildade e simplicidade”.

“Foi com muita tristeza que recebi a notícia do falecimento do nosso bispo emérito”, afirmou o presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, citado em nota de imprensa.

Luís Garcia sublinhou que António de Sousa Braga “deixa uma marca e um legado de serviço, de proximidade, humildade e simplicidade”, que “deve servir de exemplo e inspiração”.

O presidente da Assembleia Legislativa dos Açores deixou, em seu nome e em nome do parlamento açoriano, “as mais sinceras condolências e solidariedade” à família e à congregação do bispo emérito e à Diocese de Angra.

Em 2016, a Assembleia Legislativa e o Governo Regional dos Açores atribuíram a Insígnia Autonómica de Reconhecimento ao bispo emérito de Angra, “pelo seu serviço e entrega à comunidade”.

António de Sousa Braga morreu na segunda-feira, aos 81 anos, em Lisboa, na "sequência de uma paragem cardiorrespiratória".

Segundo a diocese de Angra, deverá ser sepultado na ilha de Santa Maria, nos Açores, de onde é natural.

“Na quinta feira à tarde está prevista a viagem com destino à ilha de Santa Maria, onde decorrerá a celebração diocesana, sendo sepultado no Cemitério de Santo Espírito”, adiantou o portal Igreja Açores, citando uma nota do cónego Hélder Fonseca Mendes, administrador diocesano de Angra, que está sem bispo desde novembro de 2021.

De acordo com a Diocese de Angra, a data de chegada do corpo de António de Sousa Braga aos Açores está ainda por confirmar, por depender da disponibilidade de transporte.

As exéquias fúnebres serão repartidas entre Alfragide, em Lisboa, onde residia, e a ilha de Santa Maria, nos Açores, onde nasceu.

António de Sousa Braga foi nomeado pelo papa João Paulo II a 09 de abril de 1996 como 38º. bispo de Angra, tendo sido ordenado a 30 de junho de 1996.

Ocupou o cargo até 15 de março de 2016, altura em que, completados 75 anos, solicitou a resignação.

O bispo emérito de Angra nasceu a 15 de março de 1941, na freguesia de Santo Espírito, ilha de Santa Maria, tendo frequentado o curso de Filosofia em Monza (Itália) de 1962 a 1964 e o curso de Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana de 1966 a 1970.

Foi ordenado padre pelo Papa Paulo VI, em Roma, em 1970, tendo iniciado um percurso nas casas de formação dos Dehonianos, onde foi superior provincial e conselheiro geral até ser nomeado bispo de Angra.

Citado num comunicado do portal Igreja Açores, o administrador diocesano de Angra, Hélder Fonseca Mendes, expressou “consternação e tristeza pelo falecimento” do bispo açoriano.

“Neste momento, apenas podemos expressar a nossa gratidão pelo que este homem fez por esta igreja local. A sua dedicação e compromisso e o amor com que viveu nesta diocese”, declarou.

Também o presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, lamentou a morte do bispo emérito de Angra, evocando a ligação muito próxima” entre o bispo açoriano e “o povo de todas as ilhas” do arquipélago.

“O seu desaparecimento deixa a Igreja mais empobrecida e também os Açores”, avançou José Manuel Bolieiro, citado numa nota de imprensa.