Festa em honra de Santa Rita esta tarde em formato tradicional

Guadalupe Pereira

A comunidade da paróquia de Santa Rita em São Martinho está em festa. Depois de dois anos a celebrar ‘em modo de pandemia’, devido às restrições impostas pela covid-19, esta tarde, a partir das 15h00, acontece a Missa Solene em honra da Padroeira Santa Rita, ‘santa das causas impossíveis’, retomando a procissão no seu formato tradicional, com o andor e as promessas.

Além das novenas, que decorreram até ontem, tendo sido muito concorridas, neste domingo, o ponto alto é o religioso. Depois da eucaristia sairá a procissão que integra o maior número de promessas numa demonstração de agradecimento, devoção e fé a Santa Rita.

Segundo a programação divulgada, a ‘cortejo religioso’ fará o percurso até à Lombada, finalizando com a bênção das rosas, na igreja.

Após a oração da coroa a Santa Rita, presididas pelo padre da paróquia Marcos Augusto, e da novena e missa que teve como pregador o Pe. Luís Miguel Pedreiro, das paróquias do Rosário, Lameiros e Feiteiras, seguiu-se um momento de animação com o grupo ‘Galáxia’, com o recinto cheio de pessoas, a lembrar que este é o primeiro arraial ‘pós pandemia’, no ar, porque a noite estava amena e convidativa ao convívio, os cheiros a espetada e o fumo dos braseiros lembravam, definitivamente, que era o regresso da festa ‘quase normal’, porque, ainda há algumas pessoas a usarem máscara.

De origem italiana, os católicos celebram neste domingo, 22 de maio, a memória a Santa Rita também conhecida como ‘protetora das viúvas e a santa das rosas’.

A igreja de Santa Rita está decorada com cerca de 3 mil rosas vermelhas, uma decoração majestosa e sublime, recordando desta forma “a roseira que ela plantou no convento” e que atualmente continua a florir.

Outra explicação, é que “as rosas simbolizam a intercessão de Santa Rita pela conversão dos pecadores e a bondade do seu coração”.

Santa Rita de Cássia nasceu em Roccaporena, a 5 quilómetros de Cássia, Itália, e foi freia da ordem agostiniana no século XV.

Em 1627, foi beatificada e, em 1900, Rita de Cássia foi canonizada pelo Papa Leão XIII.

O crucifixo na imagem de Santa Rita representa a sua ‘paixão’ por Jesus.