Passagem dos símbolos pela Madeira apontou caminho para participação da Escola da APEL na JMJ 2023

Ecclesia

A passagem dos símbolos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) pela Escola da APEL – Associação Promotora do Ensino Livre, no Funchal, foi acompanhada por centenas de jovens, que apontam já ao encontro de 2023, em Lisboa.

A Cruz dos jovens e o Ícone mariano, que a acompanha por todo o mundo, cumprem desde 6 de maio a sétima etapa de peregrinação em território português, com passagens pela Madeira e Porto Santo.

Esta sexta-feira, os símbolos foram recebidos na capital madeirense, onde Carolina Andrade, aluna do 12:º ano, manifestou à Agência ECCLESIA o desejo de participar na JMJ Lisboa 2023, considerando que a passagem da Cruz e do Ícone “foi bastante importante”

Já Martim Dantas, do 11.º ano, assume o desafio de marcar presença no encontro com o Papa e jovens de todo o mundo, num grupo organizado pela própria escola, como um dos destinos da viagem de finalistas do próximo verão.

“Estes momentos são únicos na nossa vida”, confessa.

Orlando Freitas, professor de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC), destacou, por sua vez, a importância de inserir a comunidade escolar na “dinâmica” da JMJ, revelando que encontrou alunos “recetivos” a esta mensagem.

“Quando tivemos conhecimento de que as jornadas iriam realizar-se aqui em Portugal, passamos logo a mensagem para os nossos alunos, nas aulas: quais os objetivos das jornadas, como é que surgiram”, precisou.

O docente deixa uma avaliação muito positiva da passagem dos símbolos da JMJ: “Foi espetacular, os alunos viveram de uma forma muito intensa”.

Gonçalo Faria, diretor pedagógico da Escola da APEL, fala numa “bênção” para a escola, com 650 alunos do secundário, nem todos católicos.

“Temos de orientar os jovens, agora mais do que nunca, e a mensagem de paz, união, é extremamente importante”, aponta.

Quanto à presença em Lisboa, o responsável explica que a mesma está a ser pensada há mais de um ano.

“Está na fase de os preparar para este fim”, assume.

O padre Fernando Gonçalves, diretor da APEL, também destaca este objetivo.

“Grande ou pequena, o desafio é que haja uma representação. Vamos trabalhar para isso e teremos certamente muito gosto em apoiar essa iniciativa”, refere à Agência ECCLESIA.

O religioso dehoniano diz ter visto jovens “bastante empenhados, interessados” na participação.

A passagem começou na paróquia local e incluiu uma paragem junto da Escola Bartolomeu Perestrelo, com alunos até ao 9.º ano, o que “veio enriquecer” todo o dinamismo preparado.

“Este testemunho, esta envolvência, esta amizade que temos é fundamental”, conclui o diretor.

A Cruz da Jornada Mundial da Juventude e o Ícone de Nossa Senhora percorrem as dioceses de Portugal até julho de 2023.

A próxima edição internacional da Jornada Mundial da Juventude vai decorrer em Lisboa, entre 1 e 6 de agosto de 2023, na primeira vez que Portugal acolhe a iniciativa.

O programa vai incluir catequeses e iniciativas culturais na cidade, antes dos encontros conclusivos sob a presidência do Papa, na zona do Parque Tejo, junto ao espaço que acolheu a Expo’98.

A JMJ nasceu por iniciativa do Papa João Paulo II, após o sucesso do encontro promovido em 1985, em Roma, no Ano Internacional da Juventude.

As edições internacionais destas jornadas promovidas pela Igreja Católica são um acontecimento religioso e cultural que reúne centenas de milhares de jovens de todo o mundo, durante cerca de uma semana.

A primeira edição aconteceu em 1986, em Roma, e desde então a JMJ já passou pelas seguintes cidades: Buenos Aires (1987), Santiago de Compostela (1989), Czestochowa (1991), Denver (1993), Manila (1995), Paris (1997), Roma (2000), Toronto (2002), Colónia (2005), Sidney (2008), Madrid (2011), Rio de Janeiro (2013), Cracóvia (2016) e Panamá (2019).