Fátima dedica terço à Jornada Mundial da Juventude de 2023

Lusa

O Santuário de Fátima inicia hoje a iniciativa de dedicar a recitação do terço no último sábado de cada mês, na Capelinha das Aparições, à preparação da Jornada Mundial da Juventude, que se vai realizar em Lisboa, em 2023.

Assim, hoje, às 18:30, a oração será dinamizada pelo Comité Organizador Diocesano (COD) da Jornada Mundial da Juventude 2023 (JMJ Lisboa 2023) da diocese de Leiria-Fátima, informou o Serviço Diocesano da Pastoral Juvenil.

Por sua vez, o Santuário de Fátima espera que, nos próximos meses, aquele momento possa estar a cargo das restantes dioceses portuguesas.

Entretanto, os símbolos da Jornada Mundial da Juventude - a Cruz Peregrina e o ícone de Nossa Senhora “Salus Populi Romani” – prosseguem a peregrinação à Polónia, que terminará na próxima quarta-feira, 01 de setembro.

Momento marcante desta peregrinação ocorreu esta semana, quando os símbolos passaram pelo Santuário de Czestochowa, tendo sido recordada a JMJ ali realizada há 30 anos.

Após a passagem pela Polónia, os símbolos da Jornada Mundial da Juventude, e depois de já terem estado em Angola, vão estar em Espanha a partir de 05 de setembro.

A Cruz e o ícone de Nossa Senhora Salus Populi Romani entrarão em território espanhol pela fronteira de Fuentes de Oñoro, na diocese de Ciudad Rodrigo, e deixarão aquele país em 29 de outubro pela fronteira de Aiamonte, segundo o programa preparado pela Conferência Episcopal Espanhola (CEE).

Em Espanha, os símbolos da JMJ passarão por Leão, Santander, Saragoça, Maiorca, Ibiza e Menorca, Madrid, Pamplona, Barcelona, Toledo, Cáceres, Ávila, Tenerife, Canárias, Sevilha e Córdoba.

Em 2022, entre 04 e 07 agosto, a cruz e o ícone de Nossa Senhora Salus Populi Romani voltarão a Espanha, para a Peregrinação Europeia de Jovens, em Santiago de Compostela.

Também até 2023, os símbolos passarão por todas as dioceses de Portugal.

Tradicionalmente, nos meses que antecedem cada JMJ, “os símbolos partem em peregrinação para serem anunciadores do Evangelho e acompanharem os jovens, de forma especial, nas realidades em que vivem”.

Com 3,8 metros de altura, a Cruz peregrina, construída a propósito do Ano Santo, em 1983, foi confiada por João Paulo II aos jovens no Domingo de Ramos do ano seguinte, para que fosse levada por todo o mundo. Desde aí, a Cruz peregrina, feita em madeira, iniciou uma peregrinação que já a levou a quase 90 países.

“Foi transportada a pé, de barco e até por meios pouco comuns como trenós, gruas ou tratores. Passou pela selva, visitou igrejas, centros de detenção juvenis, prisões, escolas, universidades, hospitais, monumentos e centros comerciais. No percurso enfrentou muitos obstáculos: desde greves aéreas a dificuldades de transporte, como a impossibilidade de viajar por não caber em nenhum dos aviões disponíveis”, informou o Gabinete de Comunicação da JMJ Lisboa 2023.

A Cruz peregrina esteve, em 1985, em Praga, na atual República Checa, “na altura em que a Europa estava dividida pela cortina de ferro, e foi aí sinal de comunhão com o Papa. Pouco depois do 11 de setembro de 2001, viajou até ao Ground Zero, em Nova Iorque, onde ocorreram os ataques terroristas que vitimaram quase 3.000 pessoas. Passou também pelo Ruanda, em 2006, depois de o país ter sido assolado pela guerra civil”, acrescentou.

Já o ícone de Nossa Senhora Salus Populi Romani, que retrata a Virgem Maria com o Menino nos braços, tem 1,20 metros de altura e 80 centímetros de largura, e está associado a uma das mais populares devoções marianas em Itália.

“É antiga a tradição de o levar em procissão pelas ruas de Roma, para afastar perigos e desgraças ou pôr fim a pestes. O ícone original encontra-se na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma, e é visitado pelo Papa Francisco que ali reza e deixa um ramo de flores, antes e depois de cada viagem apostólica”, acrescenta um documento divulgado pelo gabinete de imprensa da JMJ Lisboa 2023.

A Jornada Mundial da Juventude Lisboa 2023, para a qual são esperados mais de um milhão de jovens de todo o mundo, decorrerá nos terrenos da margem do rio Tejo, ao norte do Parque das Nações, e deverá ser encerrada pelo Papa.

Inicialmente prevista para o verão de 2022, a iniciativa foi adiada um ano, devido à pandemia de covid-19.