Bispo convida fiéis “a ver, ouvir e a acreditar” que Cristo ressuscitou

Guadalupe Pereira

O Bispo do Funchal disse hoje, na catedral diocesana, que a ressurreição do Senhor Jesus é “o” acontecimento, presente, “à espera que o acolhamos e dele retiremos todo o significado para a nossa vida e para a vida do mundo”.

“É um acontecimento que não se esvai com o correr do tempo, mas antes permanece que, pela sua força, pelo seu fulgor, ilumina, transfigura e actua em todos os tempos. Também nos nossos. É por isso que, também nós, podemos professar com verdadeira fé a ressurreição do Senhor”, declara D. Nuno Brás, na missa a que preside, nesta solenidade da Páscoa.

“Com efeito, o acontecimento do anúncio do Evangelho que, de um modo ou de outro, todos recebemos — na família, na catequese, na escola, no seio de um grupo de amigos ou da comunidade cristã — o anúncio do Evangelho liga-nos, em linha recta, àquele primeiro anúncio de Pedro em que o Apóstolo testemunhava a verdade da ressurreição”, acrescenta.

O responsável católico recorda ainda que “antes da ressurreição, a morte reinava, julgando dominar os homens pelo medo; não nos era permitido vislumbrar outro horizonte de vida, a não ser o aqui e agora”.

Na homilia enviada às redações com o título “Sabeis o que aconteceu” (Act 10,36), o Bispo disse aos fiéis presentes na Sé, que “a ressurreição do Senhor é o acontecimento que vale a pena ser vivido em cada dia; o acontecimento que nos transforma interior e exteriormente — a nós e à história”.

Contudo, afirma que “nada mais a Igreja tem para fazer e para mostrar a não ser o anúncio pascal. Em cada dia — hoje! — a Eucaristia faz-nos presentes àquela manhã primeira do mundo novo, quando as mulheres e os discípulos foram ao sepulcro e o encontraram vazio”, acrescentando, “também nós somos convidados (como o discípulo amado) a ver, ouvir e a acreditar: Cristo ressuscitou verdadeiramente! De verdade, ressuscitou!”

O Bispo diocesano termina a reflexão, dirigindo-se à assembleia “Irmãos, deixemos que em nós ressoe esta Boa Nova — única capaz de transformar os corações e de tornar novo o que em nós e à nossa volta ainda é mundo do pecado e da morte”.

Neste domingo de Páscoa que se assinala a ressurreição de Jesus Cristo, a festa mais importante do calendário litúrgico da Igreja Católica, D. Nuno Brás dirige algumas palavras, em língua inglesa, aos estrangeiros presentes na catedral do Funchal.