Fiéis Defuntos: Bispo do Funchal convida a viver uma felicidade para “sempre”

Guadalupe Pereira

No dia em que a igreja Católica celebra a memória litúrgica dos Fiéis Defuntos, o bispo do Funchal dirigiu-se hoje, à comunidade cristã, presente no cemitério de São Martinho, dizendo que “estamos aqui reunidos para rezar a Deus” e “para que o Senhor acolha a estes nossos irmãos no seu Reino de vida, perdoando os pecados que tiverem cometido”.

Acrescentando, que “rezamos porque acreditamos que a nossa oração é proveitosa para aqueles que são defuntos”, isto é, para aqueles que deixaram de “exercer as suas funções neste nosso mundo, continuam a peregrinar em direção à vida plena que é Deus”.

No mesmo texto de reflexão, o prelado aborda a procura da felicidade, que podemos dizer “é o motor de toda a vida, de toda a nossa existência”.

Na homilia, o bispo convida os presentes a olhar para o mundo, onde não faltam propostas de felicidade. A publicidade é uma delas, que nos proporciona “uma pequena felicidade passageira!”

Mas haverá outras, como o desporto, as meditações espirituais, os vendedores de droga que prometem a felicidade dos instantes “em que dura a ilusão de um mundo inexistente” e que acaba por diminuir e derrotar o ser humano.

Numa referência à celebração do dia dos Santos, ontem, D. Nuno Brás, menciona: “Eles gritavam-nos e mostravam-nos” uma felicidade para sempre, “que não se pode comprar, nem fingir”, como exemplo, citou o jovem beato Carlo Acutis, beatificado há apenas alguns dias.

Logo depois, explicou que estes “encontraram a felicidade deixando que Cristo lhes desse a vida”. E, “ao partirem, deixaram-nos o testemunho de que é possível, nos faz bem, é feliz e faz felizes todos aqueles que com eles viveram e contactaram”.

A concluir a intervenção, na eucaristia dos Fiéis Defuntos, o bispo diocesano recordou o que se tinha escutado no evangelho: “Disse-lhe Jesus: «Eu sou a ressurreição e a vida. Quem acredita em Mim, ainda que tenha morrido, viverá; e todo aquele que vive e acredita em Mim nunca morrerá»”.

“Esta é a felicidade que pedimos para nós e para todos os defuntos. Podemos esperá-la como certeza porque escutámos e acolhemos o anúncio da ressurreição do Senhor e ela nos aparece como verdadeira; podemos esperá-la como certeza porque os santos nos mostraram a sua verdade, podemos esperá-la como verdadeira porque ela preenche em nós, plenamente, o anseio de felicidade que trazemos connosco”, apontou D. Nuno Brás.