Marcelo diz que dedicação das IPSS foi tão importante como a dos profissionais de saúde

Iolanda Chaves/Carla Ribeiro

O Presidente da República afirmou hoje que a pandemia revelou a importância das IPSS (Instituições Particulares de Solidariedade Social), que tão bem souberam gerir o problema.

Marcelo Rebelo de Sousa falava na Quinta Magnólia, num encontro que registou a presença das IPSS da Madeira. O chefe de Estado - que é irmão de várias Misericórdias, membro de misericórdias e de IPSS, voluntário de cuidados paliativos- disse sentir-se em casa, conhecendo, primeiro, que o tecido empresarial português e obviamente madeirense, não seria o que é, sem o contributo daquelas instituções onde o voluntariado é a peça chave. "As pessoas dedicam-se e dedicam a vida como uma missão a instituições como são as vossas", referiu o Presidente da República, adiantado que há jovens e menos jovens que têm décadas de anos de dedicação às instituições. Defendeu também que há voluntários que fazem 'sopa de pedra',não que não haja apoio das entidades, mas porque é sempre necessário encontrar mais recursos.

Marcelo Rebelo de Sousa falou da pandemia e, sobre isso, ter a ideia que na Madeira "ela foi combatida com determinação, resistência, esforço comunitário e, até agora, tem sido vencida". No entender do chefe de Estado, "uma parte desse esforço comunitário é das instituições particulares de solidariedade social", cujos elementos tiveram que fazer muitos esforços, como dormir nas instituições, fazer testes e, mais do que isso, tiveram que convencer a famílias de idosos de que não podiam fazer visitas aos seus entes queridos. "Eu tive gente chateada. As pessoas que estavam na primeira linha tiveram que gerir isso. Passaram noites sem dormir", apontou, considerando que isso tem um mérito que não tem preço. A dedicação dos elementos das instituições particulares de solidariedade social foi como a de um profissional de saúde ou de um bombeiro, conforme defendeu.

"Este desafio foi o mais grave das nossas vidas", adiantou Marcelo Rebelo de Sousa. Considerando que os portugueses, os madeirenses foram excecionais na solidariedade, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que é preciso continua nesse caminho.