Novos corpos sociais da ADRAMA tomam posse amanhã em São Vicente

O presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, estará amanhã, dia 3 de julho de 2020, pelas 18h30 horas, presente na tomada de posse dos novos corpos sociais da ADRAMA, em ato a ocorrer em São Vicente, na Escola Agrícola.

A ADRAMA – Associação para o Desenvolvimento da Região Autónoma da Madeira vai continuar a ser liderada por Henrique Silva.

A associação congrega as Casas do Povo dos concelhos das áreas onde tem intervenção: Ribeira Brava, Ponta do Sol, Calheta, Porto Moniz, São Vicente e Santana.

É a mesma direção que se recandidatou em bloco e cuja lista foi aprovada pelas Casas do Povo.

Os próximos desafios passam, segundo a direção, pela alteração de Estatutos, para adaptar a associação a novos desafios, e por uma aposta forte nas candidaturas a diversos fundos comunitários, direcionados para o mundo rural.

A Associação para o Desenvolvimento da Região Autónoma da Madeira (ADRAMA) foi constituída a 16 de agosto de 1994, tendo 13 Casas do Povo como outorgantes: Calheta, Campanário, Faial, Ilha, Ponta Delgada, Ponta do Sol, Porto Moniz, Ribeira Brava, Santana, São Jorge, São Roque do Faial e São Vicente.

Tem um quadro pessoal que compreende um técnico superior e dois funcionários administrativos

Esta Associação surgiu como reação ao envelhecimento das populações, ao êxodo dos jovens qualificados, ao abandono da agricultura e ao baixo investimento nas zonas rurais.

Através das Casas do Povo, suas associadas e da quais fazem parte os órgãos sociais, e pela implementação do programa LEADER, a ADRAMA conseguiu com alguma facilidade prospetar e responder às reais necessidades de cada concelho da sua área de intervenção.

A ADRAMA foi declarada entidade de utilidade pública pelo Governo Regional da Madeira, a 14 de dezembro de 2001.

A Associação, através do seu projeto GAL, lançou um total de 6 concursos e 14 subconcursos para apresentação de candidaturas, nas Ações 19.2.1. “Atividades não agrícolas em zonas rurais”, 19.2.2. “Serviços básicos para população rural” e 19.2.3. “Cooperação para o desenvolvimento local”.

No âmbito destes concursos foram recebidas 117 candidaturas, com um valor total de investimento proposto de perto de cerca de 21,4 milhões de euros.

À data de 31 de maio deste ano, das 117 candidaturas entradas encontravam-se 73 operações aprovadas, correspondendo a taxa de compromisso de 96% da Submedida 19.2 da EDL, o que representa um montante que ronda os 4,7 milhões de euros.

Deste conjunto de operações, 32 encontram-se concluídas, 17 em execução e apenas 8 com execução por iniciar. Estes dados consubstanciam-se numa taxa de execução de 32%.

Das 73 operações aprovadas, 16 enquadram-se na Ação 19.2.1 – Apoio às atividades não agrícolas nas zonas rurais, no âmbito das quais proporcionou a criação de 31 postos de trabalho efetivos (tempo inteiro, pelo período mínimo de 5 anos).