José Manuel Rodrigues prioriza revisão da Constituição e do Estatuto Político Administrativo

Patrícia Gaspar

A pandemia e as referências ao impacto da trajetória económica da Região assim como o pagamento da dívida “sem qualquer ajuda do Estado”, abriram, esta manhã, o discurso do presidente da Assembleia Legislativa da Madeira.

Numa intervenção que vincou a necessidade da revisão da Constituição e do Estatuto Político Administrativo, José Manuel Rodrigues evocou também a coragem dos madeirenses em 600 anos de história e a cooperaçãuo do Representante da República.

A dependência da Lei de Finanças Regionais que “constrange a governação regional” foi outro dos temas abordados pelo presidente do Parlamento da Madeira, no dia em que se celebra a implantação da Autonomia.

“Alguns no Continente ainda não aceitaram o fim de um império”, enfatizou.

O presidente da Assembleia pediu mais competências constitucionais e instrumentos fiscais para diversificar a base produtiva da Região, atrair investimento e capitais estrangeiros para fazer crescer a economia.

“O que se verifica com o incumprimento do princípio da continuidade territorial em especial, com a mobilidade aérea e marítima, é uma desconsideração para com os portugueses das ilhas”, vincou.

Aludindo aos “muitos madeirenses que estão a passar por severas privações “, José Manuel Rodrigues pediu a rentabilização das verbas da UE para “nenhum madeirense ficar para trás”, defendendo a valorização dos idosos e o combate à cultura da indiferença.

A Diáspora, as comunidades da África do Sul e da Venezuela, não foram esquecidas por José Manuel Rodrigues, que recordou as “extremas dificuldades” em tempo de pandemia.