Governo começa hoje a montar no aeroporto as estruturas para concretização dos testes à covid-19

Lúcia M. Silva

O presidente do Governo Regional garantiu esta manhã, durante a visita à Casa do Povo de Santo António, que "aquilo que é prioritário é a saúde da Madeira e do Porto Santo". "Este é o valor supremo que temos obrigação de preservar", afirmou, salientando que " a reabertura de uma atividade que para nós tem um peso fundamental na economia e no emprego, como é o turismo, tem de ser assegurado em termos de segurança".

Miguel Albuquerque referiu que, "todo este investimento que estamos a fazer significa que nós vamos investir nos testes e só entram na Região Autónoma da Madeira as pessoas que tenham teste negativo com o prazo de 72 horas".

Recordando que alguns agentes turísticos já vieram a público pedir para que seja feita a reabertura do aeroporto da Madeira, Albuquerque considera que, neste momento, "abrir o aeroporto seria suicidário" porque, adiantou, "nós só não perdemos o controlo dos potenciais focos de pandemia, como também perdemos a monitorização dessas pessoas que entram na Madeira".

"A única forma que podemos ter, é fazer uma abertura gradual da indústria turística é através da segurança", assegurou, salientando que essa segurança passa pela realização dos testes, a medição de temperatura à chegada e a 'App', para que, através dos computadores, seja feito o acompanhamento da situação.

Quem não fizer o teste no país de origem, poderá fazê-lo aqui, na Região. O resultado, adiantou o presidenete, sairá em menos de 12 horas.

Ainda em relação à implementação das medidas de segurança, o presidente anunciou que hoje vão começar a ser montadas as estruturas no aeroporto para as diversas linhas para a concretização dos testes e "tudo estará pronto no dia 1 de julho".

O Governo Regional está também a aguardar o protocolo com Lisboa para que as pessoas possam fazer os testes na capital antes de voarem para a Madeira.

Quanto ao facto de ter surgido mais um caso de covid-19 na Madeira, de um passageiro vindo de Lisboa, Albuquerque disse que esta situação, "ao contrário do que andam apregoar por aí", significa que "a situação da pandemia não está controlada ao nível do continente, sobretudo na região de Lisboa".