Carlos Pereira acusa PSD de querer matar discussão da mobilidade

O presidente do PS-Madeira disse, hoje, que «o PSD persiste na guerrilha partidária contra o interesse da Madeira de forma completamente irresponsável».

Carlos Pereira fez tal afirmação depois de uma acesa discussão mantida esta manhã, em comissão de especialidade, com a bancada parlamentar do PSD em torno da mobilidade. «O que se passou hoje na Assembleia da República é lamentável e revela uma ousadia e desfaçatez do deputado Paulo Neves», criticou, acusando o social-democrata de querer «matar a discussão para encontrar a melhor solução de mobilidade numa atitude de puro oportunismo político».

Em causa a proposta daquele partido para discussão das propostas de alteração ao modelo de mobilidade, no seio do grupo dos transportes, sem ouvir as entidades que, na ótica do PS, «permitem ajudar a encontrar uma solução que melhore definitivamente a solução que foi inventada precisamente pelo PSD». A proposta acabaria por ser chumbada pela esquerda, que se uniu em torno de uma proposta socialista para ouvir um conjunto de entidades, entre as quais as companhias aéreas, o provedor de justiça, a Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC) e o próprio Governo da República. «Foi o próprio secretário regional da Economia e Turismo que disse que era importante auscultar entidades externas», afirmou Carlos Pereira.

«Se não fosse o empenho do PS-M, e a atitude do governo do PS, os madeirenses já estariam a pagar para a sua mobilidade, por culpa efetiva do governo do PSD-M e do governo de Passos Coelho», prosseguiu o líder do PS-Madeira, lamentando que o PSD tente ainda esconder as responsabilidades da situação atual.

«Esconder que quem criou este modelo e um limite de 11 milhões foi o PSD é muita desonestidade política e, sobretudo, revela as verdadeiras intenções deste partido: criar um biombo para tapar as debilidades do seu governo e voltar ao argumento habitual que é culpar Lisboa por tudo o que acontece», afirmou. «Se não fosse o empenho do PS-M, e a atitude do governo do PS, os madeirenses já estariam a pagar para a sua mobilidade, por culpa efetiva do governo do PSD-M e do governo de Passos Coelho», prosseguiu.

O deputado insular garantiu não ter reservas sobre nenhuma proposta, mas não quer pensos rápidos. «Outra solução tem de ser melhor que a que está em curso», defendeu. «Não admitimos o estabelecimento de um limite para financiar a mobilidade», concluiu.