Paulino Ascenção: "Os governantes da Madeira devem dar-se ao respeito"

Redação

Paulino Ascenção diz que o Governo Regional deve fazer o seu "trabalho de casa" antes das exigências a Lisboa e que os governantes regionais não devem ofender as instituições da República - o Governo e a Presidência - que "são quem nos pode valer".

"Quer que Lisboa mande dinheiro já, mas só no fim do ano irá reavaliar as PPP's Via Expresso e Via Litoral, vamos continuar a sustentar os 80 milhões dos lucros operacionais privados, como em 2019? Vamos manter a concessão dos portos sem contrapartidas e continuar a transferir milhões para a APRAM? Os milhões para o futebol profissional, para ralis e para as sociedades de desenvolvimento vão manter-se como se não houvesse pandemia? Em plena pandemia faz sentido o Governo Regional continuar a aumentar gastos de funcionamento, com novas rendas e novos cargos?", questiona o coordenador regional do Bloco de Esquerda, acusando o Governo Regional de não ter conseguido construir uma maior autonomia económica e financeira, ao longo destes 40 anos, mantendo-se de "mão estendida, dependente do exterior".

"O PSD-M exige a solidariedade a Lisboa mas não a pratica na região: Desrespeita e atropela o poder local, mantém uma administração paralela (associações e casas do povo) a quem delega a gestão de milhões para fugir assim ao controlo da legalidade e ao escrutínio público; Instrumentaliza as empresas públicas para fazerem guerrilha partidária às autarquias que não controla. Não tem autoridade moral para exigir respeito e solidariedade", denunciou o bloquista.