Antonianos abriram a era dos 'conjuntos de ritmos modernos' nos arraiais

Iolanda Chaves

O JM recorda este domingo, na edição impressa, o primeiro conjunto de ritmos modernos nos arraiais madeirenses. Poucos dias antes de ser declarado os estado de emergência, por causa da pandemia, reunimos os primeiros cinco elementos dos Antonianos, momento que serviu também de reencontro para alguns deles.

Com o aparecimento dos Antonianos, há 50 anos, os arraiais madeirenses passaram a ter uma nova atração e um novo brilho, não só na Madeira, como no Porto Santo. O grupo de jovens rapazes, bem aperaltados, abriu a era dos ‘conjuntos de ritmos modernos’, expressão usada durante muito tempo, em cartazes, anúncios e notícias de festas populares.
Estando os arraiais em ‘banho-maria’, devido às restrições sanitárias, este reencontro permitiu-nos abrir uma cortina para o passado, certos de que recordar é viver e na esperança de que os festejos ao ar livre possam reaparecer sem pôr em causa a saúde pública.
O arquivo deste trabalho é apenas o da memória, a que juntamos algumas fotografias do acervo dos músicos, então jovens rapazes com menos de 20 anos, que desbravaram o caminho da modernidade nos arraiais e levaram à formação de outros conjuntos. Eles próprios confirmam isso lembrando que pelos Antonianos, desde a fundação, a 19 de março de 1969, até ao último dia, a 8 de dezembro de 2007, passaram dezenas de músicos e de cantores que depois foram cada um à sua vida.

Pode ler este trabalho na íntegra na nossa edição impressa.