«Dívida pode ser questionada mas há obra feita», diz Tranquada Gomes

Alberto Pita

O presidente da Assembleia Legislativa da Madeira disse hoje que a dívida da Região de 5,5 mil milhões de euros pode ser questionada, «mas foi utilizada em obra feita».

«Não se esfumou como aconteceu com a riqueza delapidada pela banca, sem qualquer contrapartida para o país, tardando o apuramento de responsabilidades, como imperativo coletivo de que não se abdica», disse.

No discurso na sessão solene do Dia da Região, Tranquada Gomes criticou ainda que a Madeira tenha de pagar 130 milhões de euros de juros, a uma taxa de 3,375 por cento, quando o Estado paga pelo mesmo empréstimo 2,6% de juros.
Se a Madeira pagasse ao mesmo juro, teria uma poupança de 10 milhões de euros, que poderiam ser investidos «em setores carenciados de recursos financeiros ou (para) restituir aos cidadãos as injustiças a que estiveram sujeitos com a entrada em vigor do Plano de Ajustamento Económico e Financeiro, em 2012».
«Por isso, não se compreende por que razão insiste o Estado em lucrar com as dificuldades financeiras da Madeira», insistiu.
O presidente da ALM defendeu, por outro lado, a necessidade retomar uma cultura autonomista mais determinada e mobilizadora».