Covid-19: RG3 vai ter centro de acolhimento

As Forças Armadas estão a disponibilizar ao Serviço Nacional de Saúde, ou serviços equivalentes nas Regiões Autónomas, vários Centros de Acolhimento, instalados em estruturas militares, aliviando as estruturas hospitalares para o tratamento dos casos de infeção por Covid-19, que não requeiram internamento hospitalar.

A medida surge para dar resposta à eventual necessidade de isolamento social de doentes infetados por COVID-19 sem critérios de internamento ou casos especiais com indicação para quarentena.

Na Região, está a ser edificado pelo Comando da Zona Militar da Madeira, um Centro de Acolhimento COVID -19 sediado no Regimento de Guarnição Nº3 (RG3), à semelhança de outros instalados ou em fase de instalação em infraestruturas militares no resto do país.

Estas estruturas obedecem a um conjunto de requisitos de admissão nas instalações, que também serão adotados na Região, preenchendo os critérios designados pelas autoridades de saúde.

Uma vez admitidos, os indivíduos deverão obedecer a diversas restrições, pois não estão autorizadas visitas nem deslocações para o exterior que ultrapassem um perímetro de segurança previamente definido.

O Centro de Acolhimento no RG3 é composto por uma caserna com a capacidade de 42 camas, onde estão garantidos, pelas Forças Armadas, os serviços de alimentação, higiene, lavandaria e limpeza.

Embora, por definição, os doentes internados nos centros de acolhimento não precisem de cuidados hospitalares, todo o apoio da área da saúde é responsabilidade do SESARAM, entidade que também deve providenciar a disponibilização do Equipamento de Proteção Individual para a operação e funcionamento do Centro.

O Centro de Acolhimento será ativado através de pedido das autoridades de saúde regionais ao Comando Operacional da Madeira, que despoletará o processo. O Estado-Maior General das Forças Armadas disponibilizou, para apoio a este Centro de Acolhimento, uma bolsa de voluntários, que pode ser acionada em caso de necessidade.