GESBA acusa ABAMA de fazer política absurda, abjeta e deplorável

A gerência da Empresa de Gestão do Setor da Banana (GESBA) enviou uma nota à redação do Jornal a "condenar as críticas infundadas, maliciosas e difamatórias que foram proferidas pela Associação de Produtores da Banana da Madeira (ABAMA), que acusa a GESBA de aproveitamento e de impedir os produtores de assistirem à pesagem e seleção da respetiva banana, insinuando fins menos claros e de furtar os produtores".

No comunicado, a GESBA refere que "nem nestes momentos conturbados, de angústia e sofrimento para toda a humanidade, a ABAMA se envergonha de fazer uma má política, por sinal absurda, abjecta e deplorável, que diz bem da capacidade e valor dos seus responsáveis e da sua meia dúzia de sócios que ainda a sustenta, aos quais a esmagadora maioria dos produtores de banana não se identifica.

De facto, a tentativa de aproveitamento de um frágil e difícil momento que todos vivemos, é um perfeito exemplo daquilo que vale esta caduca associação de produtores, a quem não faltam escrúpulos para tentar ressuscitar as cooperativas, cujo triste passado é bem conhecido de todos e nas quais imperava a desconfiança.

A GESBA tem um plano de contingência rigorosíssimo, que visa a defesa intransigente dos agricultores, bem como de todos os seus funcionários, cujo empenho e dedicação nestes tempos conturbados são o exemplo da extraordinária capacidade do ser humano no combate às situações adversas, ao contrário do que faz e representa a ABAMA.

Para além da limpeza normal que é feita diariamente, a GESBA contratou uma empresa para fazer a desinfeção do interior e do exterior dos armazéns semanalmente, criou equipas reduzidas que trabalham em turnos, para assegurar a contínua produção, e assumiu outras medidas que visam salvaguardar o sector.

Cumprindo as regras impostas, para impedir o contágio de terceiros, A GESBA foi forçada a limitar o acesso de todos os produtores à área administrativa e, naturalmente, à zona da pesagens e processamento de banana.

Uma situação perfeitamente normal, aceitável e entendida por quase todos, como forma de evitarmos potenciais riscos, porque se surgir um problema em algum dos armazéns, mormente de contágio, os principais prejudicados serão os produtores.

Portanto, a exigência da ABAMA de entrar nos armazéns não faz sentido, muito menos a desconfiança. É o paradigma do mau exemplo que representa, de quem só olha para o respetivo umbigo e não se preocupa com o bem comum.

Para que não subsistam dúvidas, as pesagens na empresa pública são claras, as balanças estão devidamente calibradas e tudo é controlado por entidades terceiras, que avaliam as situações, sem dar margens para dúvidas ou erros.

Por tudo isto, hoje mais do que nunca, a opinião pública, bem como aqueles que ainda dão crédito a uma cada vez mais isolada associação, precisam de sentir e saber quem está de boa fé neste processo, quem está na linha da frente na defesa intransigente de um sector vital para a economia regional e que não pode parar. Pena é que essa não seja a vontade de todos.

Da parte da GESBA não há lugar a desconfianças, a consciência está perfeitamente tranquila, porque tudo tem feito para minimizar os impactos sociais e económicos do COVID-19. Nem todos se poderão orgulhar de dizer o mesmo".