Presos na própria casa sem água, luz ou gás

A Sociedade comercial Vilarlombo decidiu fechar o Hotel Jardins d’ Ajuda no passado dia 27. Pelo menos quatro proprietários permanecem no edifício. Um deles, José Luís Rodrigues, precisa de um aparelho para auxiliar a respiração que funciona a eletricidade.

“Estamos a passar fome”, conta o homem, em desespero, num drama retratado, hoje, pelo JM, na sua edição impressa.

O lusodescendente, outros proprietários e o respetivo advogado dão nota da falta de condições de habitabilidade nos Jardins d´Ajuda.

José António Silva, jurista e advogado, representa nove proprietários de apartamentos no Jardins d’ Ajuda e explica que os proprietários deixaram de pagar quotas porque “nunca foram feitas assembleias gerais, nunca foram aprovados orçamentos ou apresentados relatórios de conta”,

“Vão ser instaurados procedimentos cautelares, realizadas denúncias –crime porque entendo que há manifestamente um crime de desobediência ao decretado através do Estado de Emergência, no que toca à proibição de desalojar”, afirma.

Em cima da mesa, estão também ações civis para pedir a condenação da Sociedade Comercial Vilarlombo e o pagamento de uma indemnização aos proprietários e inquilinos afetados pelo fecho do Hotel Jardins d’ Ajuda.

Sobre este assunto, o JM tentou ouvir, em múltiplas ocasiões, na passada sexta-feira, a Sociedade em questão, que não respondeu aos sucessivos pedidos de contraditório, mantendo-se, ontem, incontactável ao longo do dia.