Construção: empresas das obras são ‘pronto socorro’ em caso de emergência

Se as obras e as empresas de construção forem obrigadas a interromper a atividade, se houver alguma emergência “fica mais difícil” socorrer como as essas empresas têm feito até agora, em momentos muito sensíveis.

“As empresas de construção estão logo a seguir aos bombeiros, em casos de emergência. Nalguns casos até evitam que os bombeiros sejam chamados”, refere ao JM, Custódio Correia, líder do Grupo Socicorreia.
Este responsável dá o exemplo recente, ontem em Braga, no incêndio que deflagrou na Psiquiatria do Hospital Central. “Hoje mesmo já lá estão em campo várias empresas de construção.”
Também o Grupo AFA recorda o que se tem passado com várias emergências na Madeira. O caso mais flagrante foi o 20 de fevereiro. “Estas empresas são ‘bombeiros de emergência’, se não tivéssemos máquinas a laborar dentro das ribeiras iríamos demorar muito tempo a chegar. Felizmente houve várias empresas em prontidão” – refere a empresa.

Custódio Correia chama a atenção para importantes detalhes. “Em caso de necessidade, se as empresas não estiverem a laborar, como é que se vai recorrer a essas empresas e aos seus trabalhadores? Eles podem não estar em casa e talvez até incontactáveis. Pode ser catastrófico”, alega o empresário, estabelecendo uma comparação: “Há famílias cujas condições de habitabilidade não permitem aglomerados de 6 ou 7 pessoas, durante 15 dias dentro de casa. O resultado é que haverá sempre uma tendência para saírem de casa, o que é muito pior do que estar a trabalhar. Se vierem trabalhar chegam cansados e vão descansar.”