Albuquerque diz que quem desembarcar na Região tem de cumprir quarentena "obrigatória"

Alberto Pita

O presidente do Governo Regional advertiu hoje que os “residentes e não residentes” que desembarquem na Região Autónoma da Madeira “ficam submetidos à obrigatoriedade de quarentena, devidamente fiscalizada pelas forças da ordem e sujeitos ao crime de desobediência, caso não seja cumprida”.

Na primeira conferência de imprensa via Skype, durante a qual surgiram problemas de integração de todos os órgãos de comunicação social na referida videoconferência, Miguel Albuquerque pronunciou-se sobre a declaração de estado de emergência decretada ontem pelo Presidente da República.

“São medidas que estão devidamente detalhadas e que fazem parte de um conjunto de atitudes que são fundamentais para prevenir a proliferação do vírus na Madeira”, enfatizou Miguel Albuquerque.

Enquadrando a gravidade do momento que vivemos, o chefe do governo lembrou que “a saúde de cada ser humano é a prioridade das prioridades nesta hora difícil que todos nós vivemos”.

“Salvar vidas não é um objetivo secundário, mas um valor cimeiro, neste momento, na nossa hierarquia de valores”, sublinhou.

Depois surgiu o apelo aos comportamentos individuais. “Cada um de nós, pelas suas ações e pelas suas omissões, tem uma responsabilidade máxima neste objetivo de combater este inimigo implacável que nós não conseguimos ver, mas que pode ter efeitos devastadores na nossa sociedade e no nosso bem-estar”, disse.

Miguel Albuquerque agradeceu ainda a “todos os madeirenses e porto-santenses a compreensão que têm demonstrado para estas medidas difíceis”, reconhecendo “o seu comportamento exemplar, a sua coragem e a sua determinação” e “reiterando que o Governo Regional “está solidário” com todos neste combate “decisivo” onde o “Governo Regional não pode vacilar”.