Professores exigem revisão do modelo de avaliação em vigor na RAM

Iolanda Chaves

Dezenas de professores concentraram-se esta tarde em frente à Secretaria Regional da Educação, na Avenida Arriaga, onde o presidente do Sindicato dos Professores da Madeira entregou uma tomada de posição a exigir a revisão do modelo de avaliação dos docentes em vigor na Região.

Momentos antes, em declarações aos jornalistas, Francisco Oliveira disse que, no entendimento do sindicato, está a haver "um aproveitamento político de um diploma, que é obrigatório sair no início do ano civil, em janeiro, e saiu a 17 de fevereiro, por despacho conjunto do secretário e do vice-presidente, que tem de regular que percentagem de professores pode subir, em função de vagas em dois escalões da carreira".

"Esse diploma definiu em 100% a percentagem e passou-se a ideia de que não há vagas. Mas não, esse diploma aplica-se a todos os professores que ao longo de 2019 estiveram à espera de vagas. Não é para o futuro, tem efeitos retroativos para o ano imediatamente anterior. Há um ano aconteceu o mesmo. Os professores distraídos pensam que acabaram as vagas, não é disso que se trata", explicou.

O dirigente sindical sublinha que existem vagas na carreira e estas "são penalizadoras", em primeiro lugar "pela sua existência" e em segundo lugar porque fazem com que os professores a que elas estejam sujeitos vejam a sua avaliação reduzida. "Estes professores normalmente são avaliados com muito bom e excelente. Como há percentis na avaliação, 75% dos professores não podem ter bom, o bom obrigada à sujeição e a perder até um ano", salienta.

À saída da Secretaria, onde era esperado pelos manifestantes, Francisco Oliveira informou-os que não foi recebido pelo secretário, mas por um adjunto a quem entregou um documento reivindicativo. "Fomos bem recebidos, mas o que queríamos era ser bem recebidos e bem atendidos", disse.

O presidente do SPM informou que no próximo dia 20 haverá uma nova iniciativa reivindicativa, junto à Direção Regional da Administração Escolar (DRAE), localizada no edifício Oudinot, por causa dos contratados.

"Centenas de colegas estão em situação precária e injusta, que contradiz a legislação nacional e europeia. Este é um assunto que diz respeito a todos os professores; tivemos melhores condições para vincular que eles têm, eles terão outras condições quando entrarem na carreira em que a progressão será mais rápida, mas nós também lutamos contra isso, contra as ultrapassagens. Temos todos de ser um bloco de luta", apelou.