Hoje foi o dia mais quente de fevereiro que há memória

Lúcia M. Silva

Hoje foi o dia mais quente, alguma vez registado num mês de fevereiro, na Região.

De acordo com o responsável pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) na Madeira não há memória de um dia, num mês de fevereiro, com temperaturas tão elevadas como aquelas que foram hoje registadas na Madeira: 27,7 graus.

E, se hoje já foi quente, para amanhã, as previsões meteorológicas apontam para uma pequena subida de temperatura, em especial da máxima (28 graus).

Para o Funchal, o IPMA prevê céu com períodos de muita nebulosidade por nuvens médias e altas, vento fraco a moderado (10 a 25 km/h) do quadrante leste e redução de visibilidade devido a poeiras vindas de África.

Quanto ao resto do arquipélago, será também notória a redução de visibilidade devido a poeiras e o vento até será mais forte (com rajadas na ordem dos 30 a 40 km/h) do quadrante leste e até 70 km/h no extremo oeste da ilha). Nas zonas montanhosas, o vento soprará forte ( entre 40 a 50 km/h) e por vezes com rajadas até 80 km/h. Tornar-se-á fraco e moderado (entre 10 a 30 km/h) a partir da tarde.

Recorde-se que, a acompanhar este vento de leste está uma bruma de poeira vinda de África. Este fim-de-semana, no arquipélago das Canárias, a suspensão na atmosfera de poeira obrigou as autoridades regionais a emitirem um sinal de alerta, com o encerramento das operações em vários aeroportos e com o cancelamento de atividades públicas de Carnaval.

Entidades oficiais locais revelaram que a tempestade de pó oriundo do deserto do Saara, estava a tornar o ar perigoso sobretudo para pessoas com problemas respiratórios ou pulmonares e a visibilidade nos aeroportos de Las Palmas de Grã Canária, de Tenerife Norte e de Tenerife Sul estava reduzida a cerca de 400 metros, valor que não permite aterragens.

Na Madeira, Vítor Prior explica que as previsões apontam para um cenário diferente daquele que está a ser vivido nas ilhas Canárias. Contudo, a concentração de poeiras no ar poderá vir a condicionar as operações aeroportuárias uma vez que a visibilidade fica reduzida.

A chegada da bruma de poeira está prevista para o final deste domingo, prolongando-se até à próxima terça-feira. Neste momento a visibilidade já está reduzida a 5km, o limite para que os aviões possam aterrar e levantar do Aeroporto da Madeira.