CDU alerta para a zona de risco que está por intervir há mais de 27 anos em Santo António

A CDU esteve hoje no Caminho do Moinho, na Freguesia de Santo António, junto à Ribeira do Vasco Gil, para “denunciar uma vez mais a inércia do Governo Regional na garantia da segurança de pessoas e bens”.

No final da ação, o deputado Ricardo Lume referiu que no ano em que se assinala 10 anos após o 20 de fevereiro e 27 anos do temporal de 29 de outubro de 1993, na freguesia de Santo António, “verificamos que as populações e os seus bens continuam em perigo, devido há inércia do Governo Regional e das autoridades competentes em garantir a consolidação da escarpa sobranceira à Ribeira do Vasco Gil na zona do Caminho do Moinho, assim como a consolidação das margens da Ribeira com o objetivo de proteger pessoas e bens”.

“Esta localidade em menos de 30 anos foi fortemente afetada pelas duas últimas grandes intempéries que afetaram o concelho do Funchal e apesar da aprovação da Lei de Meios em Junho de 2010 na sequência da catástrofe natural ocorrida em 20 de Fevereiro desse ano na Região Autónoma da Madeira ter garantido que existiria meios financeiros para apoiar o necessário esforço de reconstrução e garantir a segurança de pessoas e bens nas zonas afetadas, , nesta localidade em especifico e em tantas outras localidades, a população continua exposta a riscos”, apontou o deputado.

A CDU afirmou, do mesmo modo, que “ não podemos aceitar que os governantes esqueçam e deixem à sua sorte as populações do Caminho do Moinho”, pelo que garante que vai “continuar a intervir para que as verbas da Lei de Meios sejam utilizadas para dar resposta à necessidade de garantir a segurança de pessoas e bens das zonas de risco, em vez de a utilizar para outros fins”.