SESARAM: Todos os 33 diretores de serviço formalizaram demissão

Miguel Silva

Já foram oficializados os pedidos de demissão de todos os 33 diretores de serviço. Os documentos já foram entregues ao Conselho de Administração do SESARAM, sabe o JM.

De acordo com informação obtida junto dos médicos, os 33 profissionais que tinham anunciado a intenção de abandonar os respetivos cargos, acabaram por o fazer ao longo das últimas horas.

Sabe o Jornal que tem sido grande o esforço da parte da Secretaria, do Conselho de Administração e até do novo diretor clínico no sentido de manter os profissionais nos seus cargos, mas sem sucesso.

De acordo com a informação que acaba de nos ser confirmada, os 33 médicos que eram diretores de serviço acabaram mesmo por formalizar os seus pedidos de demissão dos respetivos cargos.

Durante os últimos dias, todos os demissionários foram contactados individualmente, quer pela Secretaria quer pelo diretor clínico. Porém, nem Pedro Ramos nem Mário Pereira conseguiram demover os demissionários que acabaram por formalizar hoje o seu pedido de afastamento das funções que vinham desempenhando.

A mesma fonte garante ainda que "é mentira" que alguns dos médidos em causa tenha reconsiderado e que esteja agora ao lado de Mário Pereira.

Resta agora saber qual o caminho a seguir pelo novo diretor clínico, o Conselho de Administração e a Secretaria Regional da Saúde.

Com este passo, confirma-se o ambiente de forte tensão e contestação à recente nomeação de Mário Pereira como diretor clínico do SESARAM. O médico, ex-deputado do CDS, foi a mais recente escolha do Governo Regional num processo que demorou vários meses.

A contestação foi notória e levou a pelo menos duas reuniões de médicos diretores de serviço com 33 a subscrever um documento anunciando a sua intenção de se afastarem dos respetivos cargos nas diferentes especialidades. Essa posição de força aconteceu sobretudo na reunião da passada quinta-feira. Porém, entre o setor havia ainda a esperança de que pelo menos alguns dos profissionais iriam mudar de posição depois de serem ouvidos pelo novo diretor clínico.

Ora, de acordo com a informação confirmada ao início da tarde ao JM, essa mudança não aconteceu e todos os demissionários formalizaram a demissão nos termos em que haviam tornado público no final da reunião da semana passada.

Basicamente, os médicos contestam o que consideram a "politização" da escolha do diretor clínico e reagem contra duras críticas que Mário Pereira proferiu durante os anos em que foi deputado pelo CDS e dirigente do Sindicato Independente dos Médicos.