Aquacultura: "A cada novo posto de trabalho criado no mar há 10 ou 20 que são tirados em terra”, Célia Pessegueiro

Catarina Gouveia

Numa conferência de imprensa que decorreu há pouco na Ponta do Sol, a autarca Célia Pessegueiro afirmou que o município reafirma “tudo aquilo que foi dito há um ano e meio atrás, contra esta atividade nos mares da Ponta do Sol”.

“A Câmara Municipal da Ponta do Sol junta-se à população que está contra esta atividade no seu concelho porque é uma atividade prejudicial para as atividades que já desenvolve em terra, sobretudo ligadas ao Turismo”, disse, manifestando novamente discordância em relação à notícia de que os dois projetos delineados para a aquacultura serão mesmo para avançar, anúncio feito pelo secretário regional Teófilo Cunha em declarações à RTP-Madeira.

“É uma atividade que afasta turistas, que prejudica pescadores que têm o seu ganha pão no mar, que prejudica outras atividades que são de facto trabalho e rendimento à população deste concelho”, acrescentou a presidente da autarquia, que lembra que a Ponta do Sol é um local que vive da sua beleza natural, tal como se vê “todos os dias publicitado pela Associação de Promoção da Madeira”.

Por esse motivo considera ser “incompreensível” esta opção tomada pelo Governo Regional que “de económico tem muito pouco”, pois “qualquer verba associada a esta atividade ou qualquer novo posto de trabalho criado retira outros postos de trabalho em terra”. “Até diria que a cada novo posto de trabalho criado no mar, há dez ou 20 que são tirados em terra”, sublinhou, reiterando uma “total discordância” do município da Ponta do Sol.

“Formalmente não fomos informados de absolutamente nada”, reiterou Célia Pessegueiro, que acrescentou aos jornalistas que agora, com calma, a autarquia irá verificar os passos que poderão ser agora dados quanto à questão da aquacultura.