Orçamento Regional para 2020 “não dá resposta” aos problemas na Saúde, diz CDU

JM

“O Serviço Regional de Saúde continua a necessitar de meios financeiros para dar resposta aos problemas dos madeirenses e porto-santenses”, afirmou hoje o deputado da CDU Ricardo Lume.

Numa ação de contacto com trabalhadores e utentes do SESARAM para abordar os impactos do Orçamento da Região para 2020 no Setor da Saúde, o parlamentar evidenciou que, “hoje, continuamos confrontados com mais de 18 mil utentes do SESARAM à espera de uma cirurgia, mais de 35 mil utentes à espera de uma consulta de especialidade” e com a realidade de “mais de 64 mil madeirenses não terem médico de família”.

“Numa altura em que o Governo Regional afirma que está a reduzir a dívida pública, seria, no mínimo, sensato aumentar a dotação orçamental no setor da Saúde”, sustentou.

Apesar disso, Ricardo Lume denunciou que “a realidade é bem diferente. As propostas de Orçamento e PIDDAR para 2020 demonstram que o PSD e CDS reduzem as verbas para o setor da Saúde, mas também desviam verbas do setor público para o setor privado. O Governo Regional dá primazia ao negócio da doença, em vez dar prioridade ao direito à saúde, e o SESARAM, em 2020, tem uma redução de verbas relativamente ao orçamento de 2019 na ordem dos 19,6%, enquanto existe um aumento das verbas disponível para o setor privado da saúde”, apontou.

Já “no Plano Plurianual de Investimentos há uma redução de investimento na área da saúde na ordem dos 20%”, realçou.

Por outro lado, considerou, “numa altura em que é necessário valorizar os trabalhadores do SESARAM a nível remuneratório, que é necessário incentivar a fixação de médicos enfermeiros no Serviço Regional de Saúde, que é necessário contratar mais assististes operacionais, técnicos de diagnostico e terapêutica, enfermeiros e médicos, consideramos que o aumento de 5,4% com as despesas com pessoal no SESARAM é manifestamente insuficiente”.

Nesse sentido, finalizou que “o PCP considera que seria possível, no atual quadro orçamental, garantir os meios financeiros suficientes para garantir um Serviço Regional de Saúde público gratuito e de qualidade acessível a todos”.

“Mas, uma vez mais, e mesmo no setor da Saúde, o Governo Regional PSD/CDS está subjugado aos interesses dos grupos privados, promovendo o negócio da doença em vez do direito à saúde”, criticou.