Câmara do Funchal tem 2,3 milhões para o combate à pobreza

O presidente da Câmara Municipal do Funchal (CMF), Miguel Silva Gouveia, visitou esta manhã o Centro de Apoio ao Sem Abrigo (CASA), na freguesia de Santa Luzia, no âmbito das Presidências Abertas, iniciativa cujo mote é 'O Funchal que nos une'.

O Centro de Apoio ao Sem Abrigo é uma associação que trabalha com pessoas em situação de sem abrigo e também com famílias carenciadas, envidando todos os esforços no sentido de suprir algumas das necessidades das mesmas.

A iniciativa das Presidências Abertas da CMF visa "promover as políticas de proximidade entre o Executivo da Câmara Municipal e toda a sociedade do Funchal". "Nesse sentido, faremos visitas às 10 freguesias da cidade, procurando identificar o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido, quer pela Câmara diretamente, quer indiretamente através dos apoios ao associativismo que a autarquia tem oferecido", esclareceu Miguel Silva Gouveia, recordando que o município tem 1,5 milhões de euros investidos no associativismo.

Apesar do chumbo do orçamento municipal por parte do PSD e CDS, o autarca vinca que o objetivo consiste em "tentar manter nos mesmos níveis do ano passado o investimento social", assegurando que esta área será priorizada.

Contudo, não deixou de referir que "terão de existir alguns cortes noutras áreas", sendo que haverá "obras que não serão feitas". "Mas isso obviamente ficará à responsabilidade de quem chumbou o orçamento, inviabilizando que um conjunto de iniciativas chegassem à cidade do Funchal e beneficiassem a vida dos funchalenses", disse.

Miguel Silva Gouveia afirmou que a autarquia funchalense tem cerca de 2,3 milhões de euros investidos diretamente no Fundo de Investimento Social, tendo em vista mitigar desigualdades e promover a justiça e a equidade social e garantiu ainda que o Orçamento Participativo "será uma realidade este ano".