PSD-M: Albuquerque diz que eleição inútil seria uma humilhação para os militantes

Iolanda Chaves

“Vamos promover uma eleição para quê, se os votos não são considerados? Isso seria novamente uma humilhação para os nossos militantes”, disse Miguel Albuquerque à saída da Comissão Política do PSD Madeira, que decidiu não promover, na Região, a segunda volta das eleições para a liderança nacional do partido, no próximo sábado, confirmando notícia avançada pelo JM.

Albuquerque diz que não se trata de um boicote, que apenas não irá promover "um ato que depois à luz dos critérios de jurisdicação nacional são uma inutilidade".

"Não podemos colaborar com uma situação destas, de falta de respeito", sublinha.

O presidente do PSD Madeira confirma que as sedes vão estar encerradas, que não haverá eleição na região.

Quanto a uma eventual impugnação, disse que depois verá o que fazer. O mais importante, frisa, é defender "aqueles que são os princípios fundamentais da autonomia estatutária do PSD Madeira", que "historicamente foram sempre considerados e validados".

"Temos é que defender aquilo que é o nosso património histórico. Não vamos, nem podemos abdicar da nossa autonomia", disse sublinhando por outro lado que não estão contra ninguém.

Albuquerque acrescenta que não quer promover "guerras dentro do PSD Nacional" e rejeita que haja uma guerra entre ele "e seja com quer for".

"Não é nenhum regulamento aprovado em novembro a nível do Conselho Nacional que vai por em causa a nossa autonomia. Não somos mais sérios, nem menos sérios, que as secções do continente", salienta.

Miguel Albuquerque diz que o PSD regional promoveu uma eleição em que os militantes participaram livremente, votaram livremente e com as quotas em dia.