Cláudia Monteiro de Aguiar questiona Luís Arnaut, da ANA aeroportos, sobre o impacto das low cost na aviação europeia

Numa audição proposta pela Deputada Cláudia Monteiro de Aguiar, em nome do Grupo Popular Europeu, debateu-se ontem, no Parlamento Europeu, na Comissão dos Transportes e Turismo, o futuro do transporte aéreo, em particular do papel das companhias de baixo custo, mais conhecidas como low cost. Estiveram presentes as companhias aéreas Ryanair, Eurowings e Blue Air, da parte das infraestruturas aeroportuárias o Chairman da ANA Aeroportos, José Luís Arnaut, assim como um elemento da Federação Europeia, representante dos trabalhadores.

Cláudia Monteiro de Aguiar destacou o papel positivo deste modelo de negócio “para o desenvolvimento social e económico das regiões europeias, em particular das mais afastadas, permitindo aumentar a conectividade direta, reforçando a coesão social e reduzindo o afastamento destas regiões aos centros de decisão”. Ainda no decorrer da sua intervenção, a deputada questionou o efeito das recentes falências das transportadoras aéreas para o deficit desta conectividade e perguntou quais os planos que existem para cumprir as metas ambientais no transporte aéreo, alertando, ainda, para a necessidade da criação de critérios uniformes sobre as condições logística, nomeadamente no que respeita à bagagem de mão.

Segundo José Luís Arnaut – que, para além de representar a ANA Aeroportos, participou nesta audição na qualidade de Presidente adjunto do Turismo de Lisboa – “o impacto para Portugal das transportadoras low cost, enquanto país periférico, é claramente positivo, não só para o turismo mas, também, para o desenvolvimento económico e social e para uma mobilidade mais acessível às famílias, estudantes, amigos e empresas” destacando que a “maior conectividade entre cidades, o aparecimento de novos destinos e a exploração de aeroportos secundários deu-se graças ao dinamismo das low cost.”

A liberalização do mercado intra-UE, na aviação, permitiu o aparecimento galopante das denominadas transportadoras low-cost. Atualmente, este modelo de negócio representa 48% da capacidade de lugares. Os passageiros beneficiam de uma oferta de viagens aéreas sem precedentes e a preços competitivos, com um aumento exponencial do número e da frequência das ligações tanto intra-UE como internacionais. A descarbonização do sector, em particular das aeronaves, as soluções digitais e o congestionamento do espaço aéreo europeu foram temas de debate, nesta ocasião.