Rui Barreto quer medidas de compensação para mitigar efeitos da Uber

Carla Ribeiro

O secretário regional da Economia garante estar empenhado em, invocando o interesse regional, defender ao máximo, os industriais de táxi e garantir medidas de compensação para mitigar os efeitos da entrada dos veículos descaracterizados, como é o caso da UBER. Rui Barreto reagia, assim, à notícia do dia, a de que a Uber está na Madeira, arrancando de surpresa o serviço alternativo ao táxi tradicional. Porém, o secretário regional não pode travar a entrada deste serviço, como por lapso noticiámos, online, ao início da tarde.

À margem da reunião que manteve na Empresa de Cervejas da Madeira, o titular da pasta da Economia disse que já reuniu com as associações do setor e prometeu defender ao máximo os industriais de táxi. Realçou ainda que, brevemente, irá precaver a entrada deste tipo de transporte de viaturas, salvaguardando o interesse regional. Já sobre a reunião prorpiamente dita que manteve hoje, o secretário lembrou a importância de se defender melhores condições no que diz respeito ao frete para as empresas madeirenses.

Lembrando que a Madeira é uma região insular e ultraperiférica, Rui Barreto disse não ser admissível que os vizinhos 'canários' tenham apoios para a expedição de produtos originários das Canárias, com o frete subsidiado a 100 por cento e as empresas da Madeira não tenham essa regalia. O governante com a pasta da Economia salientou o facto de estar numa empresa que é a única cervejeira nacional. "A única cerveja nacional é a Coral e temos uma empresa regional com o segundo refrigerante mais atingido do Mundo, que é 'Laranjada'. Isto deve ser motivo de orgulho regional e nacional", defendeu o tutelar da pasta da Economia, sublinhando que o Roverno Regional quer as mesmas condições em impostos (seja no imposto espeical sobre o consumo, seja no apoio ao frete) as mesmas condições que outras têm no espaço europeu. Há medidas que cabem ao Executivo madeirense mas há outras que dependem do Governo da República. Rui Barreto promete que o Governo vai trabalhar no sentido de serem criados instrumentos necessários para que a Empresa de Cervejas da Madeira possa ir mais longe. A ECM paga 7 milhões de euros em impostos todos os anos, conforme frisou.

Sobre o grande obstáculo, que é o transporte marítimo, Rui Barreto diz que há instrumentos que podem ser usados para diminuir os custos do transporte. No próximo QCA, o Governo quer o apoio ao frete a cem por cento, porque só assim as empresas regionais da Madeira podem competir com outras empresas de outras ilhas.

(Notícia atualizada às 16h50)