Governo anuncia contrato-programa para consolidar restante escarpa da Calheta

Alberto Pita

O Governo Regional vai realizar um contrato-programa com a Câmara Municipal da Calheta para prolongar a consolidação até à vila do talude sobranceiro ao Porto de Recreio da Calheta.

O anúncio foi feito por Pedro Fino, secretário regional de Equipamentos e Infraestruturas, que hoje visitou os trabalhos do talude sobre o porto de recreio, que deverão ficar concluídos em dezembro próximo, de modo a que a “meados de janeiro” de 2020 a circulação de pessoas e veículos possa ocorrer normalmente.

A revelação do contrato-programa deixou satisfeito Carlos Teles, presidente da Câmara Municipal da Calheta, já que o município sozinho “não tem capacidade financeira para fazer uma intervenção daquela envergadura”, mas “com o apoio do Governo Regional com certeza poderá fazê-lo”.

“Este é um problema que nos aflige há muitos anos, aqui, na vila da Calheta. Estamos muito interessados em resolver este problema. Também queremos ser parte da solução, como é óbvio, mas ficamos contentes por o Governo Regional se disponibilizar para encontrarmos a melhor solução”, enfatizou o autarca.

Carlos Teles explicou que a intervenção no resto da escarpa é tão mais importante porquanto “há um hotel e vários serviços que têm de ser salvaguardados”. Ainda não há data para o avanço da obra, mas será “durante o atual mandato”, pois esta é uma intervenção estudada “há muitos anos”.

Acusando a urgência da obra, Carlos Teles referiu que “quanto mais rápido” os trabalhos avançarem, “melhor”, sem prejuízo de ser encontrada uma “solução eficaz e segura”.

Relativamente à reparação e reforço das estruturas de contenção do talude sobranceiro ao Porto de Recreio da Calheta, que Pedro Fino visitou hoje, o secretário regional de Equipamentos e Infraestruturas explicou que a intervenção visa garantir a “segurança” da população, mas também proteger o Porto de Recreio da Calheta.

Pedro Fino adiantou, por outro lado, que o Governo Regional já pagou 260 mil euros a oito empresas sediadas na zona, por lucros cessantes e danos emergentes, face à paragem da atividade este ano em função dos trabalhos.

“Isto significa que o Governo Regional tem feito o seu papel a tentar minimizar todos os transtornos que esta obra está a provocar”, salientou.