“A ditadura tomará conta da Venezuela no dia em que se deixar de falar nela”

Sofia Lacerda

“O dia em que se deixar de falar da Venezuela, nesse dia, a ditadura tomou conta da Venezuela”, afirmou, com convicção, uma das responsáveis por nova manifestação em prol de uma Venezuela livre, esta tarde, no Largo do Município.

Lídia Albornoz deixou o seu país há duas décadas, mas continua a preocupar-se com ele e com as pessoas que lá vivem, “como se tivesse saído ontem”.

“Estamos à espera que aconteça o milagre da saída de Maduro. Na Madeira, já há 11 anos que, de maneira pacífica, vimos manifestando a nossa fúria, porque é mesmo uma ira contra este homem que está, neste momento, como ditador na Venezuela”, disse, ao JM.

“A Venezuela, o povo, o mundo está calado, e Nicolás Maduro está a fazer aquilo que lhe apetece”, lamentou.

Rodeada por cerca de 70 pessoas, com cartazes a pedir uma ‘Venezuela livre’, para que ‘Maduro renuncie’ e para que parem as mortes, torturas e a ditadura, Lídia Albornoz admitiu que gostaria de ter visto uma maior adesão de pessoas a esta manifestação.

“Magoa-me imenso que esta Praça não esteja cheia, é verdade, mas vamos continuar a lutar e não vamos baixar os braços. Enquanto houver ditadura na Venezuela, eu, Lídia Albornoz, vou continuar a lutar”, garantiu, num evento que também contou com a organização de José Carlos Fernandes e Ivett Abreu.