Programa de Governo não responde ao "grande descontentamento" dos professores

Sofia Lacerda

Há um “grande descontentamento nas escolas, motivado pelas injustiças que acontecem em função deste modelo de avaliação”, garantiu Francisco Oliveira, presidente do Sindicato dos Professores da Madeira, que realizou esta tarde um plenário na sua sede.

“Porque é que colegas competentes são obrigados a esperar meses, e até um ano, por vaga, quando outros, também competentes, puderem progredir? Qual é o critério”, questionou.

“A população em geral está convencida de que os professores progridem automaticamente e que nenhum professor perde tempo de serviço. Isso é falso”, garantiu o dirigente sindical.

A esse respeito, Francisco Oliveira denunciou que “há, neste momento, centenas e centenas de professores que já tiveram de esperar meses, ou até um ano, apesar de estarem reunidas as condições para progredir”, acentuou.

Nesse sentido, foi categórico: “nós não podemos aceitar que as pessoas, cumprindo aquilo que está previsto como condições necessárias para a subida, fiquem retidas”.

“Há um descontentamento muito grande por esta razão. As pessoas sentem-se injustiçadas”, lamentou, realçando que o Programa de Governo apresentado esta semana não responde a este descontentamento, “porque é muito vago”.

“São precisas medidas concretas para valorizar os professores”, defendeu o responsável, acentuando que o atual “Programa de Governo é muito vago, se comparado com o anterior. Notamos um propositado interesse em generalizar as questões da Educação”, criticou.

“Por isso, ao contrário do que acontecia no anterior, em que estavam apontados objetivos concretos para a Educação, desde a situação dos professores, aos funcionários, ao investimento, desta vez é tudo muito genérico”, insistiu.