Alta carga fiscal retira competitividade

David Spranger

A alta carga fiscal aplicada em Portugal, nomeadamente no setor turístico, retira competitividade apo país, conforme exalta Rosa Areias.

No âmbito da XIII Conferência Anual de Turismo, que vai decorrendo ao longo do dia de hoje no Centro de Congressos da Madeira, entrou-se já no derradeiro painel do período matinal, que vai debatendo as ações de promoção e a Competitividade Fiscal de um Destino, com Rosa Areias, da Partner PWC, a deixar um cenário ´negro’, quando comparando os destinos portugueses, entre os quais a Madeira, com os seus concorrentes.

Aliás, em matéria de impostos indexados à atividade turística, Portugal está no segundo lugar entre os países da OCDE, realidade que vai retirando competitividade. “Como poderemos ser competitivos, como poderemos querer atrair investimento, com uma posição destas na OCDE”, questionou.

Outra crítica de Rosa Areias, reporta-se à multiplicidade de impostos dentro de um só ramo de atividade, como seja o alojamento, defendendo que uma uniformização.

E na fase final da sua intervenção, Rosa Areias desafiou mesmo os responsáveis políticos presentes a ‘mexerem’ na legislação fiscal, reduzindo-a

Em relação à taxa turística, que tanto se falou ao longo da manhã de hoje no Centro de Congresso, Rosa Areias mostra-se muito renitente. “Não sei se será uma medida que deve a ser implementada a curto prazo”, numa alusão à quebra, ainda que ligeira, que se vai fazendo sentir no afluxo de turistas na Região.

Para além de reservas sobre o modelo de aplicabilidade, se em dormidas ou em entradas, e fez ainda questão de distinguir os termos e as responsabilidades a eles associados: “uma taxa é diferente de um imposto, um imposto é pago para bem da sociedade e uma taxa é paga para se receber algo em troca”.