AFAVIAS e o alegado "furto" de inertes

Leia aqui a versão integral do comunicado divulgado esta tarde pelo grupo AFA.

“O Diário mentiu descaradamente!!!

Tem vindo o "Diário de Noticias" da Madeira a publicar, desde o período pré-eleitoral até à data, diversas notícias tendo por alvo esta empresa, numa manifesta campanha orquestrada e eivada de manifestas calúnias e acusações torpes, que põem em causa o bom nome e prestígio desta empresa e de todos os seus trabalhadores, colaboradores, fornecedores, clientes e demais entidades.

Tal campanha não é alheia a interesses económicos presentes, quer a nível da hotelaria quer da promoção imobiliária, quer da área da comunicação social , onde o grupo onde se insere o DN constitui um "player" interessado, para além naturalmente de outros interesses mais "escusos" que se movem na sombra da sociedade madeirense desde há largos séculos.

Não obstante, vem o "Diário de Notícias" da Madeira, em diversas e repetidas edições, e bem assim nas suas páginas digitais, acusar publicamente a AFAVIAS da prática de crimes de "furto", que esta empresa não praticou, pelo qual não foi processada e menos ainda condenada.

O Diário de Notícias, e o grupo económico onde e insere, arrogam-se autoridade moral, policial e judicial, perseguindo, acusando, julgando e publicando, à rédea solta, mancomunado com grupos económicos, e cujo suporte e rastro não se "furtam" de esconder, como resulta das últimas reportagens publicadas.

Trata-se tão só de um campanha ignóbil e descarada em nome de valores que a todos dizem respeito , como é o ambiente, mas cujo objectivo e escopo, sem o exercício de o dever de contraditório , e ao arrepio das mais elementares regras éticas e deontológicas, que nada tem a ver com nobres valores, mas sim com o incómodo do aparecimento de concorrência onde antes alguém passeava dos monopólios.

E onde o direito de resposta é tratado ao mais baixo nível jornalístico!

A AFAVIAS não tem lições a receber de quaisquer grupos económicos, regionais ou estrangeiros, quanto a práticas ambientais e ou de respeito pela propriedade pública e privada, e não tem qualquer histórico de espoliação de nascentes e cursos de água, empossamento de terrenos e baldios, ocupação de encostas, praias e arruamentos, florestas e espaços públicos, senhorização, colonia, uso de criadagem, mormente com o apoio de esquadras e canhoreiras estrangeiras fundeadas ao largo e serventia de lacaios.

Com efeito, vem o DN dedicando edições sucessivas à imputação de crimes, nomeadamente nos dias 27 e 29 de outubro 2019, em primeira página, e páginas interiores tituladas a toda a largura "CONSTRUTORA FURTA PEDRAS E AREIA NA PRAIA DA TABUA", e "AFAVIAS FURTA INERTES DA PRAIA DA TABUA" numa clara imputação e condenação públicas sem respeito mínimo pelas mais elementares regras do Estado de Direito.

Ao contrário de outros, a AFAVIAS não faz parte, não participa, não promove, nem tem interesse em qualquer ajuntamento ou plano político, cingindo-se à sua atividade empresarial, com a responsabilidade social que se lhe conhece.

Toda esta campanha infame e destaque noticioso não resulta de qualquer legítimo direito de informar, antes induz em erro os leitores e o público em geral.

Para além das notícias serem falsas, visam prejudicar concorrentes e têm um intuito manifesto de natureza política a que esta empresa não adere nem aceita.

Tais notícias mais não fazem do que fomentar um juízo público de censura e condenação popular, sem provas e sem defesa, ignorando totalmente os esclarecimentos prestados e não cuidou de saber quais as obrigações contratuais decorrentes da referida obra pública.

É falso que a AFAVIAS tenha "furtado" pedras e areia da Praia da Tabua ou de qualquer outro local ou obra.

Da Obra:

A AFAVIAS está a realizar, por contrato celebrado em 15 de março de 2019, a empreitada de "Reformulação do Destino Final das Águas Residuais da Ribeira Brava Fase 1".

A construção deste emissário consta da instalação de um tubo de PEAD DN400, com 90 metros de comprimento.

Para a sua instalação houve que abrir uma vala, com uma largura de 2,5 metros e uma profundidade de até 7 metros, longitudinalmente ao esporão de betão existente na margem esquerda da Ribeira da Tabua, sendo o material depositado na margem direita para que, após secassem, seja carregado.

Conforme previsto no caderno de encargos, 90% do produto da escavação desta vala vai para fora da obra.

A escavação, transporte e indeminização por depósito faz parte articulado contratual.

Tal trabalho encontra-se já executado em mais de dois terços e parcialmente pago.

Por outro lado, foi necessário criar um esporão/ensecadeira na abertura desta vala para que os equipamentos possam trabalhar em seco.

Para este trabalho foi autorizada a adjudicatária a usar material da margem direita, na margem esquerda para posteriormente ser reposto margem direita.

No desenvolvimento do plano de gestão de resíduos, devidamente aprovado, foi prevista a reutilização de todos os produtos resultantes das escavações que apresentassem características técnicas que possibilitem a sua reutilização.

Face à campanha orquestrada pelo DN Madeira, e sem prejuízo de exigir como lhe assiste , o direito à publicação do direito de resposta e reposição da verdade, vem a AFAVIAS refutar pública e totalmente as afirmações falsas e difamatórias contidas nas Notícias publicadas nesse órgão de comunicação social, designadamente nos dias 27 e 28 de outubro p.p., sob o título injurioso de "AFAVIAS furta inertes na Praia da Tabua", esclarecendo ainda o seguinte:

Ao contrário do que falsa e caluniosamente se refere nesse diário, a AFAVIAS não procedeu nem está a proceder a qualquer extração de inertes/pedra na Praia da Tabua.

Como é do conhecimento desse diário, a AFAVIAS está a executar junto à foz da Ribeira da Tabua, para a "ARM — Águas e Resíduos da Madeira, S.A.", a empreitada de "Reformulação do Destino Final das Águas Residuais da Ribeira Brava — Fase 1

A única mobilização de materiais pétreos na obra foi efetuada de acordo com o estabelecido na autorização do Dono da Obra (a ARM) e da DROTA, sendo que a situação será reposta, quando da conclusão da empreitada.

Os materiais sobrantes provenientes da escavação da vala para colocação do emissário foram e continuarão a ser, requalificados e reutilizados no estrito cumprimento do Plano de Prevenção e Gestão de Resíduos da Obra aprovado pela ARM.

Para além da autorização da DROTA foram solicitadas e obtidas das entidades competentes todas as licenças/autorizações legalmente exigíveis.

À semelhança de qualquer outra empreitada, esta obra encontra-se vedada conforme é estabelecido no respetivo Caderno de Encargos .com custos para o empreiteiro) e não com qualquer outro propósito maliciosa e intencionalmente insinuado na dita notícia, que mais não faz do que tentar enxovalhar esta empresa.

O Grupo AFA sujeita-se à lei, que respeita, mas não se intimida nem recuará nos seus projetos na RAM (onde tem o centro de negócios de todas as suas áreas, incluindo as internacionais, paga salários a mais de 2000 trabalhadores e paga impostos) em função de campanhas orquestradas, de dentro ou de fora, de concorrentes, diretos ou indiretos, de qualquer sector, que agora sinta o incómodo resultante da perda de monopólios antes existentes, e sem prejuízo de defender os seus direitos, o seu bom nome e dos seus colaboradores, e de, em lugar próprio, exigir o ressarcimento de todos os prejuízos e danos.

Naturalmente que certos grupos instalados em coutada secular, parecem lidar mal com a concorrência recente, especialmente quando esta não vem da cidade.

O Grupo AFA não deixará de exigir a reposição da verdade, e o ressarcimento a que tiver direito.”