“Não precisamos de Conselhos para dialogar com a República”, sublinha Sérgio Marques

A criação do Conselho de Concertação para as Regiões Autónomas, por parte do Governo da República, não acrescenta, na opinião do deputado Sérgio Marques, qualquer valor ou mais valia à resolução dos problemas que atualmente estão pendentes com a República, nem muito menos traduz maior eficácia ou celeridade no encontro das respostas que os madeirenses e porto-santenses precisam e esperam da governação central.

Uma opinião que o social-democrata reforça, vincando que o que é preciso, perante a quantidade de dossiês que se encontram pendentes na República e que são prioritários resolver, “é tão somente vontade política, empenhamento e capacidade de diálogo entre as duas partes, diálogo esse que a Região muitas vezes procurou, neste mandato em particular, sem qualquer sucesso”.

“Não precisamos de Conselhos para dialogar com o Governo da República nem muito menos faz qualquer sentido que se crie uma estrutura para promover uma comunicação que deveria ser normal, natural e regular entre o Estado e as suas Regiões”, sublinha o deputado social-democrata, garantindo que esta “é uma daquelas decisões que não traduz, só por si, qualquer efeito prático, bem pelo contrário”.

E isto porque, fundamenta, “seria muito mais eficaz sentar-se à mesa e resolver, sectorialmente, cada um dos assuntos que atualmente está por resolver do que criar uma estrutura que tem por missão olhar para duas Regiões com problemas distintos, especificidades e necessidades necessariamente diferentes, em simultâneo”. Em última instância, este Conselho pode, inclusive, perturbar e protelar a resolução dos problemas, em vez de simplificar, remata.