Santa Cruz: autarquia explica intervenção de BIR e PSP em manifestação

Em declarações ao JM, o gabinete de comunicação da autarquia de Santa Cruz deu a sua versão dos factos sucedidos hoje no edifício da edilidade. Esta fonte começa por relatar que a CDU surgiu acompanhada pelos manifestantes que “entraram pela câmara dentro” e “tomaram conta do espaço onde funcionam os serviços de atendimento ao público”. Assim, este organismo camarário optou por chamar a BIR e a PSP de forma a “garantir a segurança” das pessoas que se encontravam no edifício, sendo que os manifestantes, apoiados pelo representante da CDU Edgar Silva, estavam também prestes a chegar ao gabinete da presidência.

Em seguida, refere o mesmo gabinete, a polícia disse aos feirantes para se manifestarem na rua.

Apesar destas altercações, a autarquia mantém a sua posição, reiterando que todos os empresários “têm de pagar rendas e impostos”, caso contrário seria uma situação injusta para os “cidadãos cumpridores que fazem esforços para manter os seus negócios”.

Sobre o facto de não se terem reunido desta feita com os feirantes, reiteram que há seis anos que eram feitas reuniões de câmara e planos de pagamento que não eram cumpridos. Logo, neste momento, não há volta a dar, somente se a Diocese do Funchal, detentora do espaço que era arrendado à autarquia, quiser na mesma arrendá-lo aos feirantes. A autarquia acrescenta que o território em questão encontra-se no município de Machico.

Pelos motivos anteriormente mencionados, esta edilidade não tem prevista qualquer revitalização do espaço, mas irá, por sua vez, aumentar o mercado municipal e dar melhores condições aos agricultores que lá trabalham e que são “cumpridores dos seus deveres”.