Dirigente estudantil alerta para dificuldades sócio-económicas dos alunos da UMa

Iolanda Chaves

O presidente da Associação Académica da UMa evocou esta tarde a palavra insularidade, durante o discurso proferido na cerimónia de abertura do ano letivo, para falar das dificuldades sócio-económicas por que passam os estudantes da instituição.

“A condição sócio-económica dos nossos estudantes é, comparativamente ao cenário nacional, mais grave e preocupante”, sublinhou Carlos Abreu apoiado num inquérito realizado pela associação.
Nesse inquérito, acrescentou, “36% dos alunos inquiridos afirmaram que sentiram dificuldades económicas e 22% ponderaram abandonar o ensino superior por essa mesma razão”.
Carlos Abreu disse, dirigindo-se às entidades oficiais presentes, que “três em cada quatro estudantes que receberam o valor mínimo da bolsa de estudo, referem que tal não é suficiente para cobrir as despesas mensais”.
O dirigente estudantil traça um quadro negativo para o presente ano, ao dizer que os problemas económicos dos estudantes serão agravados “face aos aumentos verificados no setor da alimentação e no alojamento universitário”.
“Não podemos permitir que o papel da ação social no ensino superior apresente soluções mais onerosas que o alojamento local, retirando parte da sua missão social neste nível de ensino”, salientou.
Carlos Abreu reiterou a necessidade de uma nova residência universitária, especialmente para os alunos que vêm de fora.