PPM e Nós, Cidadãos! em duelo para mostrar que “a política não divide, mas une”

Sofia Lacerda

A placa central da Avenida Arriaga, em frente ao Palácio de São Lourenço, foi palco, esta tarde, de uma ação de fim de campanha eleitoral inesperado, um duelo de espadas entre os candidatos João Noronha, do PPM, e Pedro Sousa, do Nós, Cidadãos!.

“Estamos aqui hoje para fazer um duelo entre a Monarquia e a República”, começou por explicar João Noronha, justificando que “amanhã é um dia que importa a todos, é o dia 5 de outubro, o dia da Implantação da República, mas também é o dia do Tratado de Zamora, de 1143, data em que todos nós passámos a ser portugueses e com muito orgulho”.

Assim, adiantou que “o Partido Popular Monárquico e o Nós, Cidadãos! iremos fazer um duelo entre ambos, para chamar a atenção da população que a política pode ser feita de uma forma simpática, diferente, e que dois partidos, sem estarem coligados, podem fazer algo em conjunto. Penso que isso será interessante para que se perceba que a política não divide, mas une”, considerou.

Já Pedro Sousa teve um discurso mais inflamado, afirmando que, nesta ação, pretende “chamar a atenção para as vítimas da violência doméstica, física e psicológica”.

“Se eu for eleito deputado, uma das medidas que eu vou tomar é fazer todo o possível para que aumentem as penas de prisão para estes crimes, para 25 anos, tal como o crime de homicídio”, afiançou.

Disse ainda estar em greve de fome, como forma de protesto contra irregularidades relacionadas com as últimas eleições legislativas regionais.

“Estou em greve de fome. Mandei um email para o Chefe de Estado Maior do Exército relativamente às batotas que têm existido na Madeira, nomeadamente, um presidente de Junta que diz que adormeceu na altura do transporte das urnas para a contagem final e também o facto de nas últimas eleições regionais os cartazes de alguns partidos terem estado exibidos no dia da reflexão e no próprio dia da votação. Isto é indecente e tem de acabar”, criticou.

O candidato disse ainda que fez queixa à Comissão Nacional de Eleições sobre estes assuntos, mas não recebeu qualquer resposta, daí que tenha decidido optar por uma solução mais drástica.

“Para grandes males, grandes remédios, e, por isso, vim pedir a intervenção do Exército aqui na Madeira, porque parece que a Madeira é um caso de exceção democrática e isso não pode acontecer”, frisou.

Pedro Sousa mais revelou que este sábado, pelas 13 horas, vai entregar-se à Polícia, pelos seus “dois crimes de vandalismo”, referindo-se aos cartazes do PSD onde colou uma fotografia de Sérgio Marques com a frase ‘Eu é que sou o cabeça de lista’.