Universidade da Madeira integra campanha contra o cyberbullying

Em Portugal, e em vários países europeus, o cyberbullying (prática que envolve o uso de tecnologias de informação e comunicação para dar apoio a comportamentos deliberados, repetidos e hostis praticados por um indivíduo ou grupo com a intenção de prejudicar/magoar o outro) é crime, mas nem sempre é possível encontrar e penalizar quem os comete.

Dados como este levaram nove universidades e instituições de ensino portuguesas a juntarem-se no combate ao bullying online.

“Terms Against Bullying” é o mote da campanha que junta o ISCAL, Universidade Lusófona, Universidade de Évora, Universidade da Madeira, Universidade Autónoma de Lisboa, Universidade do Algarve, ISAL, Universidade Aberta e Queen Elizabeth’s School.

A agência White Rabbit Budapest criou uma plataforma digital que permite à vítima, de forma anónima, denunciar o número de telemóvel do seu agressor.

A ideia é impedir que os responsáveis por estes ataques estejam online. Como?

«Encontramos, na arma do agressor, a sua maior fraqueza: todas as Telecoms do mundo contam nos Termos & Condições do contrato com uma cláusula anti violência que assegura, por lei, a rescisão do contrato daquele que se utiliza do serviço para agredir», explica István Bracsok, CCO da White Rabbit Budapest, agência responsável pela campanha.

Esclarecendo melhor, depois da vítima denunciar anonimamente o número de telemóvel do agressor na plataforma digital ‘Terms Against Bullying’, o site procede, de seguida, ao envio para o órgão regulador do país da Europa a que corresponde o número, que fica responsável por contactar a operadora móvel e garantir que esta cumpre o que está no contrato.

É de mencionar que, esta plataforma está disponível para todas as pessoas, estudantes ou não.

Destaque para o madeirense António Gonçalves, que integrou a equipa que criou esta ferramenta inovadora, na posição de Account Manager.