Rafael Macedo diz que foi um “erro” não gastar dinheiro na campanha do PURP

Lusa

O cabeça de lista do PURP às eleições regionais da Madeira, Rafael Macedo, considerou hoje que o partido teve um “resultado ótimo” na estreia, mas admitiu que foi um “erro” não ter gasto dinheiro na campanha.

“Relativamente aos resultados do nosso partido, com quatro meses de apresentação, sem um cêntimo gasto na campanha a nível daquele orçamento que se dá aos partidos, acho que é um resultado ótimo para uma primeira apresentação. Conseguimos ficar à frente de muitos partidos políticos”, frisou Rafael Macedo, em declarações à agência Lusa.

De acordo com informação disponibilizada pela Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, o Partido Unido dos Reformados e Pensionistas (PURP) foi a oitava força política mais votada, entre um total de 17 listas, alcançando 1,23% dos votos.

O candidato tinha classificado esta campanha eleitoral como “desprendida de interesses”, por não ter gasto um cêntimo, contudo, hoje, admitiu que este facto contribuiu para que o partido não atingisse um melhor resultado.

“Contribuiu porque realmente as pessoas gostam de olhar para a imagem e foi um erro da nossa parte. Sinceramente estava à espera de mais, mas temos que respeitar as decisões das pessoas”, mencionou.

Além disso, na visão de Rafael Macedo, o PURP também cometeu “um grande erro” ao dar o concelho do Funchal como garantido, não tendo feito campanha no terreno, o que fez com que “as pessoas não votassem”.

Ainda assim, nesta estreia nas eleições da Madeira, o PURP conseguiu ser a quarta força mais votada em dois dos 11 concelhos da Madeira, obtendo 4,39% dos votos na Ribeira Brava e 1,13% na Ponta do Sol, ficando à frente de partidos como o BE (1,24%) e a CDU (1,06%).

Um dos objetivos do partido era ter representação na futura composição da Assembleia Legislativa, para lutar por um serviço público de saúde e em prol dos “mais desprotegidos, como os pensionistas e reformados”, contudo, as propostas não foram suficientes para convencer os madeirenses, alcançando apenas 1.766 votos, em 254.750 inscritos.

O cabeça de lista comentou ainda a vitória sem maioria absoluta do PSD, afirmando que “o grande vitorioso deste cenário foi mesmo o PS”.

“Se houver um alinhamento entre o PSD e o CDS vai ser mais ou menos aquilo que vai acontecer no país, que é a desgraça total a nível da saúde dos madeirenses. Na minha opinião, os madeirenses estiveram muito mal, embora respeite a opinião de voto, porque muitas pessoas não são informadas sobre o que se passa na saúde e vai ser, com certeza, um cenário de quatro anos de afogamento”, frisou.

No entanto, Rafael Macedo garantiu que “vai continuar a preparar o caminho” do partido e que, mais tarde, decidirão se avançam “para as próximas eleições”.

Além de ser uma novidade nestas eleições, o PURP também deu que falar por ser encabeçado pelo médico que acusou o Serviço Regional de Saúde da Madeira (Sesaram) de estar a reencaminhar para uma clínica privada exames e tratamentos na área da Medicina Nuclear que poderiam ser feitos no serviço que coordena no Hospital Dr. Nélio Mendonça, no Funchal, com graves prejuízos financeiros para a região e para os doentes.