Bispo do Funchal nomeia 'Comissão de Acompanhamento de Crianças, Jovens e Pessoas Vulneráveis'

Sofia Lacerda

O bispo do Funchal, D. Nuno Brás, decidiu criar na Diocese do Funchal a 'Comissão de Acompanhamento de Crianças, Jovens e Pessoas Vulneráveis'.

Uma iniciativa que está justificada no decreto divulgado hoje, no site da Diocese, e que refere o seguinte:

“Na Carta Apostólica sob a forma de ‘Motu Proprio Vos estis lux mundi’ do passado dia 9 de maio de 2019, o Santo Padre Francisco estabelecia várias disposições com o objetivo de combater os crimes de abuso sexual de menores praticados por membros do clero, dos Institutos de Vida Consagrada ou de Sociedades de Vida Apostólica.

Entre elas, dispunha o papa que as Dioceses deviam "estabelecer, dentro de um ano a partir da entrada em vigor destas normas, um ou mais sistemas estáveis e facilmente acessíveis ao público para apresentar as assinalações, inclusive através da instituição duma peculiar repartição eclesiástica" (conforme dispõe o artigo 2 § 1).

Para responder a quanto é determinado no referido ‘Motu Proprio’, crio na Diocese do Funchal a ‘Comissão de Acompanhamento de Crianças, Jovens e Pessoas Vulneráveis’.

O texto mais refere que esta Comissão estará disponível para “acolher todas as assinalações nesta matéria, dando seguimento ao processo indicado no referido documento pontifício, de acordo com a legislação civil e canónica, bem como com as orientações da Santa Sé e da Conferência Episcopal Portuguesa”.

Para integrar a ‘Comissão de Acompanhamento de Crianças, Jovens e Pessoas Vulneráveis’, o bispo do Funchal nomeou como coordenadora Paula Margarido, o padre Toni Vítor de Sousa e ainda Diva Fernandes.

Mais adiantou que esta comissão deve ser contatada pelo seguinte endereço: cacjpv.diocesefx@sapo.pt.