Propostas para os transportes mostram mais consensos do que divergências entre PSD, PS e CDS

Alberto Pita

E ao terceiro dia chegaram os transportes. O tema de hoje do “Política 5.0”, na 88.8 JM FM, foi um dos que mais tinta fez correr nos últimos quatros anos e que, a par da saúde, expôs mais vezes o Governo Regional à crítica.

O socialista João Pedro Vieira considerou que os transportes são, neste momento, “a maior limitação” do desenvolvimento regional, e defendeu uma clarificação rápida das competências nesta matéria do Governo Regional e da República. O socialista mostrou-se, ainda, com dúvidas sobre as promessas do PSD de revisão progressiva da operação portuária e do prolongamento do Porto do Funchal (em mais 400 metros). Para João Pedro Vieira, acrescentar a Pontinha carece de estudo prévio.

Já o social-democrata João Paulo Marques criticou, por seu turno, que o Governo da República se tenha “demitido” de fazer o seu papel na TAP, na operação para a Madeira. “Comprámos a TAP, e não se faz nada com isso”, disse, concluindo que “parece capricho ideológico” a aquisição da companhia.

Ao longo de quase uma hora de debate sobre os transportes, ouviram-se críticas a propostas como a instalação de um aeródromo regional, sugerido pelo JPP, ou a criação de uma companhia aérea regional e de uma empresa pública marítima para fazer as ligações ferry com o continente, como quer, por exemplo, o PAN. O centrista Gonçalo Santos foi um dos que criticou a ideia do aeródromo, mas a socialista Carina Ferro lembrou que em 2015 o CDS defendeu o mesmo, o que levou o centrista a afirmar que “erros todos cometem”.

O debate guardou, contudo, os últimos instantes para o comentário às sondagens da RTP e do JM, terça-feira e quarta-feira conhecidas, respetivamente.

O centrista Gonçalo Santos valorizou a tendência do fim das maiorias absolutas na Madeira, a social-democrata Rubina Leal pediu para as maiorias absolutas não serem “diabolizadas”, enquanto que o socialista João Pedro Vieira considerou que os estudos de opinião mostram que nenhum partido além do PS pode ser alternativa ao PSD, afirmando que “é agora ou nunca”.

João Paulo Marques chamou a atenção para a “morte lenta do JPP” e a socialista Carina Ferro mostrou-se preocupada com a abstenção, garantindo que “ninguém será perseguido pelas suas escolhas”.