MPT propõe aplicação de taxa turística gerida pelo Governo Regional

Lusa

O cabeça de lista do Partido da Terra-MPT (MPT) às regionais da Madeira, Valter Rodrigues, defendeu hoje a aplicação de uma taxa turística, gerida pelo Governo Regional, para beneficiar todos os concelhos.

“Essa taxa turística é única e exclusivamente para o governo aplicar em todas as autarquias, para as limpezas e para o arranjo dos trilhos, das levadas, basicamente tudo o que está ligado ao turismo”, afirmou o candidato numa iniciativa da campanha eleitoral que decorreu no Funchal, em frente à sede da Secretaria Regional do Turismo.

Os mais recentes dados sobre o setor, referiu, indicam que na região “o turismo está a baixar ao nível hoteleiro e o alojamento local está a subir”.

Por isso, o MPT incluiu no seu projeto a aplicação de uma taxa turística, uma medida que entende “ser importante” para conseguir que a Madeira tenha “um turismo de qualidade, ligado às florestas e aos mares”.

“Para termos os mares e as florestas limpos, temos de ter essa taxa turística”, complementou, mencionando que seria na ordem de um euro, aplicável a todos os concelhos.

Valter Rodrigues considerou que esta medida contribuiria para “atrair essa qualidade do turismo nórdico e outro tipo de turista que gosta da causa ambiental”, tendo a Madeira “tudo arranjado e em condições”, em complemento com “mais serviços”.

O cabeça de lista do MPT também destacou uma das medidas incluídas no programa do partido, que é a criação de “um ‘hub’ transatlântico na Madeira”, visto que todos os aviões provenientes da América do Sul fazem as escalas obrigatórias na ilha do Sal, no arquipélago de Cabo Verde.

O MPT defende que os governos da República e da Madeira deveriam “iniciar negociações com a NATO - Organização do Tratado do Atlântico Norte” para avaliar a possibilidade de “reaproveitamento das estruturas aeroportuárias do Porto Santo”.

Esta medida, considera, iria “desanuviar a intensidade do tráfego aéreo do ‘hub’ de Madrid” e de todos os aeroportos de Espanha, permitindo “um ‘boom’ no turismo da Madeira e Porto Santo”.

Valter Rodrigues realçou que estas escalas são às vezes de dias ou horas, o que permitiria aos viajantes visitar as ilhas da Madeira e contribuir para a sua economia local e regional.