Iniciativa Liberal vai prescindir de subvenção para pagar campanha

Lusa

A candidatura da Iniciativa Liberal (IL) às eleições legislativas da Madeira vai renunciar à subvenção atribuída pelo Estado aos partidos que elegem deputados e que serve para ajudar nas despesas com a campanha eleitoral.

O anúncio foi feito hoje pelo cabeça de lista da IL, Nuno Morna, numa ação de campanha que começou no Palácio da Justiça, no Funchal.

“A IL decidiu que vai prescindir da subvenção dada aos partidos por eleição de deputados”, afirmou o candidato.

Segundo Nuno Morna, “logo à partida e só por ter eleito um deputado são 30 mil euros”, mas essa subvenção “obriga a uma série de regras” que a IL “não está disposta a acatar para poder usufruir desse apoio para pagamento das despesas da campanha eleitoral”.

A candidatura, referiu, tinha declarado que iria gastar dois mil euros com a campanha, mas “à ultima hora” conseguiu angariar cerca de 5.500 euros, valor que vai ser utilizado.

“Prescindimos dessa subvenção porque não aceitamos que seja o Estado que dá com uma mão e determina com a outra o que é que vamos fazer com o dinheiro. Teríamos de apresentar um orçamento em que 25% seria gasto em cartazes. Achamos que os cartazes e ‘flyers’ têm bastante importância e achamos também que gastar 50% em jantares e em comício é um desperdício de dinheiro”, frisou Nuno Morna, acrescentando que “os partidos deveriam ter o direito de fazer o seu orçamento da maneira que quiserem e entenderem”.

“Eu, com aquilo que angariei, acho que tenho o direito de o gastar como quiser e entender, com clareza e mostrando onde gastei e como gastei”, reafirmou.

O partido Iniciativa Liberal (IL) concorre pela primeira vez às eleições legislativas na Madeira, com o assumido objetivo de ganhar o sufrágio, pelo que não equaciona alianças com outras forças políticas.

As legislativas madeirenses decorrem em 22 de setembro.

PDR, CHEGA, PNR, BE, PS, PAN, Aliança, Partido da Terra-MPT, PCTP/MRPP, PPD/PSD, Iniciativa Liberal, PTP, PURP, CDS-PP, CDU (PCP/PEV), JPP e RIR são as 17 candidaturas validadas para estas eleições, com um círculo único.

Nas regionais de 2015, os sociais-democratas seguraram a maioria absoluta - com que sempre governaram a Madeira - por um deputado, com 24 dos 47 parlamentares.