Conheça o perfil dos cabeças de lista às eleições regionais de 22 de setembro

Lusa

Perfis dos candidatos às eleições legislativas regionais da Madeira de 22 de setembro, segundo a ordem do boletim de voto:

PDR: Paralímpico disputa eleições contra autarca que o nomeou administrador

O cabeça a lista do Partido Democrático Republicano (PDR) às regionais na Madeira, Filipe Rebelo, tem como um dos adversários o homem que o nomeou administrador da empresa que gere os bairros sociais do Funchal, cargo que ainda desempenha.

Licenciado em Educação Física e Desporto pela Universidade da Madeira, Filipe Renato da Silva Rebelo, de 39 anos, é também vice-presidente do Comité Paralímpico de Portugal, presidente da Associação de Deficientes da Madeira desde 2008 e vice-presidente da Associação de Natação da região.

Está ligado ao PDR desde 2016 e, no seu percurso político, regista uma passagem pelo PSD, que diz ter durado “apenas um ano” por “preferir minorias a ser marionete”.

Nas últimas autárquicas, integrou a coligação Confiança (PS, BE, MPT, Nós, Cidadãos!), que elegeu o seu agora adversário político Paulo Cafôfo como presidente da Câmara do Funchal.

Foi Cafôfo que o escolheu para administrador da empresa municipal SocioHabita.

CHEGA: “Descendente” de descobridor da Madeira quer provar que “a direita não é má”

Miguel Tristão Portugal Silveira Teixeira, que se diz descendente direto do descobridor da ilha Tristão Vaz Teixeira, é primeiro candidato do Chega, que se estreia nas regionais de 22 de setembro.

Empresário na área da floricultura, Miguel Teixeira tem 60 anos, é o líder do partido Chega na região e diz ser um conhecedor do mundo e o “primeiro guia de montanha em Portugal e na Madeira”.

Em 27 de julho deste ano foi eleito presidente do Chega na Madeira, depois de aceitar o desafio lançado pelo líder nacional, André Ventura, e foi também o rosto da coligação Basta, nas últimas europeias na Madeira, nas quais obteve 1.334 votos (1,34%) na região.

Miguel Teixeira defende a “redução do número de deputados” para 22 parlamentares, aposta em “desmistificar o bicho que se criou de que a direita é má” e quer contribuir para “estabelecer um partido “forte e diferente” na região.

“O Chega não é fascista, nem de extrema-direita, é um partido de direita que está a norte do CDS, assente nos princípios judaico-cistãos, da ética, da honra, da retidão e humanidade”, explicou Miguel Teixeira.

PNR: Enfermeiro encabeça pela segunda vez candidatura regional

O enfermeiro madeirense António Álvaro Araújo, que também é apaixonado pela música e se preocupa com as causas ambientais, encabeça pela segunda vez a candidatura do Partido Nacional Republicano (PNR) nas regionais da Madeira.

Nascido no concelho de Câmara de Lobos, Álvaro Araújo, de 43 anos, é enfermeiro há cerca de duas décadas, estando atualmente ao serviço no centro de saúde de Machico.

O candidato também frequentou o Conservatório de Música da Madeira, foi trompetista num agrupamento da região e chegou a ser professor de trompete.

Em termos políticos, estreou-se nas legislativas regionais de 2015, obtendo 1.052 votos e disputou depois as autárquicas em Machico, concelho onde reside, e integrou a lista nacional do partido para as Europeias, que se realizaram em 26 de maio, na qual ocupou o quarto lugar.

O candidato admite que o principal objetivo do partido “não é eleger deputados”, mas deixar propostas que possam ser “utilizadas por outros partidos” para beneficiar os madeirenses, defendendo, entre outras, a redução do número de deputados que compõem a Assembleia Legislativa da Madeira de 47 para 30.

BE: José Paulino Ascensão enfrenta primeiras regionais como coordenador do BE

O licenciado em Economia, José Paulino Carvalho Ascensão, com 47 anos, é o cabeça de lista do Bloco de Esquerda (BE) às eleições regionais que se disputam na Madeira em 22 de setembro.

Natural da freguesia do Porto da Cruz e residente no concelho de Machico, o candidato é técnico superior economista e exerceu as funções de diretor financeiro da Câmara do Funchal entre 2002 e 2015.

Em termos políticos, foi candidato às regionais de 2015, tendo sido eleito deputado à Assembleia da República e cumprido o mandato.

José Paulino Ascensão é o coordenador regional do BE da Madeira desde 2018, partido a que aderiu em 2014.

Também desempenha o cargo de vogal da mesa da Assembleia Geral da Associação Grupo Cultural Flores de Maio, criada em outubro de 1986, juntamente com o Grupo de Borracheiros, a Tuna Flores de Maio e o Grupo de Animação, com destaque para o toque do búzio – som que servia para anunciar o seu giro de rega, especialmente durante a noite.

PS: Paulo Cafôfo escolhido para repetir o que fez na Câmara do Funchal e acabar com maioria do PSD

O candidato do PS nas regionais da Madeira, Paulo Cafôfo, concentra esperanças de repetir o que conseguiu na Câmara do Funchal e acabar com as maiorias absolutas detidas pelo PSD durante quatro décadas no Governo Regional.

Paulo Alexandre Nascimento Cafôfo nasceu em 1971, no Funchal, licenciou-se na Universidade de Coimbra, tornou-se docente em várias escolas da Madeira, chegou a dirigente do Sindicato dos Professores da Madeira e esteve ligado à Associação de Arqueologia e Defesa do Património da Madeira (Archais).

Pai de dois filhos, Cafôfo surgiu na vida política regional quando foi convidado pelos responsáveis socialistas madeirenses para encabeçar, em 2013, um projeto de coligação denominado ‘Mudança’, congregando PS, BE, PND, MPT, PTP e PAN.

Foi a liderar essa coligação que conseguiu, nas autárquicas desse ano, acabar com a maioria absoluta que o PSD sempre deteve na Câmara Municipal, tendo repetido a “façanha” nas autárquicas de 2017, com uma nova conjugação de forças partidárias, o projeto ‘Confiança’ que juntou PS, BE, JPP, PDR e Nós, Cidadãos!.

Paulo Cafôfo faz surgir perspetivas de coligações com outras forças partidárias regionais para afastar também, pela primeira vez, o PSD da conhecida Quinta Vigia [Presidência do executivo madeirense].

PAN: Candidato é um advogado madeirense que “tropeçou” no projeto do PAN

O advogado João Henriques de Freitas, ativista dos direitos dos animais, esteve sempre afastado da política, mas “tropeçou” no PAN – Partido Pelas Pessoas, Animais e Natureza, e acabou por encabeçar a candidatura do partido às regionais na Madeira.

Com 56 anos, o candidato disse que foi contactado para ajudar a reativar o PAN na Madeira, mas foi preciso muita insistência de responsáveis nacionais do partido.

João Henriques de Freitas afirmou que hesitou muito por causa da sua atividade e do escritório de advocacia e levou dois meses até aceitar o convite para integrar este projeto político.

Os conselhos e insistência da mulher foram outros fatores que o empurraram para a candidatura e para a política, algo que o “incomodava extremamente”.

Contudo, diz que “abraçou esta missão” por considerar que todas as pessoas têm um “desígnio na vida” e pretende “partir com a consciência de ter feito algo pela terra”, acrescentando que vai suspender a advocacia se for eleito deputado.

ALIANÇA: Professor estreia-se na política como cabeça de lista do novo partido Aliança

O professor Joaquim Sousa, que transformou a escola do Curral das Freiras numa das melhores do país e foi “punido” pela Secretaria da Educação madeirense, é o cabeça de lista do Aliança nas regionais de 22 de setembro.

Nascido em Évora, em novembro de 1973, Joaquim José Sousa, cresceu e viveu em Lisboa, tendo estudado na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde se licenciou em Geografia, Estudos Europeus e Gestão e Administração Escolar.

Antes de ir para a Madeira, lecionou em estabelecimentos no continente e nos Açores, tendo criado a Associação Insular de Geografia e a Associação Científica do atlântico.

Na Madeira, foi durante nove anos professor e presidente do conselho executivo da escola do Curral das Freiras, na zona rural do concelho de Câmara de Lobos, que estava no fim da tabela e acabou por ser considerada uma das melhores do país no ‘ranking’ de 2015, nos exames de Português e Matemática, mas divergências com a Secretaria da Educação da Madeira acabaram por o afastar.

Casado e com dois filhos, o professor elege a Educação, a Saúde e o Ambiente como prioridades nesta sua estreia na política, num partido liderado por Santana Lopes, que também se concorre pela primeira vez em eleições na Madeira.

MPT: Empresário estreia-se na vida política com missão de reerguer o partido

O empresário madeirense Válter Rodrigues, com 38 anos, incumbido de reerguer o Movimento Partido da Terra (MPT) na Madeira, vai estrear-se na vida política como cabeça de lista do partido nas próximas regionais.

O candidato foi escolhido pela direção nacional do partido, liderado pelo antigo eurodeputado José Inácio Faria, para “ressuscitar” o MPT depois da demissão de Roberto Vieira que, durante anos, foi o rosto do partido no arquipélago.

Embora sem grande experiência política, Válter Rodrigues, que concorre como independente, disse que não podia “deixar desaparecer um partido que tem uma existência de 10 anos na Madeira e que já teve representação parlamentar”.

Válter Rodrigues salienta que esta é a sua “primeira experiência na liderança de um partido e como principal candidato numas eleições”, afirmando que apenas participou na campanha da coligação Confiança (PS, BE, PDR e Nós, Cidadãos!), que venceu as últimas autárquicas para a Câmara do Funchal, em 2017.

Natural da Madeira, casado e pai de dois filhos, Válter Rodrigues frequentou o curso de Engenharia Civil na Universidade da Madeira.

MRPP: Reformada volta a ser candidata para “lutar pelos pobres”

Uma reformada da Função Pública, que foi cantoneira na Câmara Municipal de Machico, Fernanda Calaça, é o rosto da candidatura do MRPP às regionais na Madeira, um partido que raramente deixou de participar nos atos eleitorais no arquipélago.

Natural de Machico e mãe de quatro filhos, Maria Fernanda de Abreu Calaça trabalhou como cantoneira na Câmara Municipal de Machico entre 1980 e 1986, esteve numa lavandaria de um hotel e regressou depois à autarquia, tendo sido destacada para a biblioteca e para os bombeiros municipais.

Em termos de experiência política, Maria Fernanda disse ter sido “candidata nacional em 1975”, cabeça de lista nas regionais e nas legislativas nacionais pelo círculo da Madeira de 2015 e o rosto da lista do partido à Câmara de Machico em 2017.

Nas regionais de 22 de setembro, promete “lutar pelos pobres”.

PSD: Albuquerque com missão de assegurar as maiorias absolutas conseguidas sempre pelo partido

Miguel Albuquerque tornou-se presidente do Governo Regional da Madeira após as eleições de 2015 e tem como missão renovar a maioria absoluta que o partido detém desde sempre nas regionais de 22 de setembro.

Nascido no Funchal, em maio de 1961, Miguel Filipe Machado de Albuquerque foi aluno do colégio Externato Lisbonense, frequentou o Liceu Jaime Moniz e licenciou-se em Direito, tendo chegado a exercer advocacia entre 1986 e 1993, altura em que passou a dedicar-se à política.

Desde a década de 80 que é militante do PSD da Madeira, foi líder da JSD madeirense, deputado na Assembleia Regional, presidente da Câmara Municipal do Funchal (setembro de 1994 e outubro de 2013) e presidente da Associação de Municípios da Madeira, deixando de ser autarca devido à lei da limitação de mandatos.

Albuquerque foi vice-presidente do PSD da Madeira e considerado um dos “delfins” do então líder do partido, Alberto João Jardim, mas acabaram por entrar em confronto.

Divorciado e pai de seis filhos, o atual ‘inquilino’ da Quinta Vigia[a presidência do Governo Regional da Madeira] tem a música, sobretudo o jazz, como uma das suas paixões, sendo frequente vê-lo tocar em várias iniciativas públicas, mesmo quando comparece no exercício de funções e encontra um piano.

Iniciativa Liberal: Ator e produtor teatral é rosto deste projeto

Humberto Nuno de Carvalho Homem e Morna Gomes, conhecido na Madeira como ator, produtor teatral e filho de uma das caras mais divulgadas da televisão regional, Maria Aurora, encabeça a lista às regionais pela Iniciativa Liberal.

Com 58 anos, Nuno Morna trabalha na NAV Portugal e está muito envolvido na vida cultural madeirense, nomeadamente no teatro, sendo fundador do COM.TEMA (Companhia de Teatro da Madeira).

Também participou em séries televisivas e foi apresentador de diversos programas da RTP Madeira, sendo extensa a lista de peças e projetos em que marcou presença.

Como ator, começou no Teatro Experimental do Funchal, e tem construído uma carreira com quase três décadas, tendo integrado o elenco da companhia de teatro Arte Livre do Brasil, que fez 182 apresentações do espetáculo ‘Eva Perón’ em diversos palcos de Portugal, Espanha e Brasil.

A sua mãe, Maria Aurora, poetisa, escritora e apresentadora de um programa da televisão regional, o ‘Atlântida’, destinado sobretudo à comunidade emigrante espalhada pelo mundo, morreu em 2009, com 72 anos, vítima de doença prolongada, foi tida como uma das ativistas contra o regime do então líder do PSD da Madeira, Alberto João Jardim.

PTP: Filha de José Manuel Coelho tem feito percurso político próprio

O rosto do PTP nas regionais da Madeira, Raquel Coelho, filha controverso deputado José Manuel Coelho, tem vindo a fazer o seu próprio percurso político desde as autárquicas de 2009 para a Câmara do Funchal.

Nascida em 1988, Raquel da Conceição Vieira Coelho tem apoiado o pai e marcado presença nas suas audiências de julgamento, mas tem adotado uma postura diferente e, muitas vezes, tenta “deitar água na fervura” quando o progenitor decide protagonizar episódios mais contundentes.

Solteira, natural e residente no concelho de Santa Cruz, a candidata a deputada do Partido Trabalhista Português é licenciada em Gestão de Empresas e gestora bancária de profissão.

Em termos de carreira política, foi candidata às eleições legislativas de 2009 para a Assembleia da República, pela lista do PND.

Nas legislativas regionais de 2011 entrou diretamente para a Assembleia da Madeira, num ato eleitoral em que a Nova Democracia conseguiu eleger três deputados, passando a ocupar o lugar de líder parlamentar da bancada.

Em 2017, encabeçou a candidatura do PTP à presidência da Câmara Municipal do Funchal e é deputada municipal do partido nesta autarquia.

PURP: Partido estreia-se nas regionais com médico envolvido em polémica

O polémico médico especialista em Medicina Nuclear Rafael Macedo, que foi afastado do Hospital do Funchal, é o cabeça de lista do Partido Unidos dos Reformados e Pensionistas (PURP) às eleições regionais da Madeira.

Charles Rafael Macedo, com 38 anos, é licenciado em Medicina pela Universidade do Porto, onde começou a estudar em 2000, e trabalhou no Hospital Universitário de Coimbra (2008) e no Hospital Central do Funchal, onde era o único clínico com esta especialidade.

Em fevereiro de 2018, numa reportagem televisiva (TVI) decidiu denunciar que o Serviço Regional de Saúde da Madeira (Sesaram) estava a desviar para uma clínica privada a realização de exames e tratamentos que poderiam ser efetuados no hospital público, falando num prejuízo de milhões para o erário público.

Esta situação valeu-lhe um processo disciplinar e o seu afastamento da Unidade de Medicina Nuclear e do hospital do Funchal.

A escolha para ser o cabeça de lista do PURP pela Madeira foi criticada por elementos da estrutura regional do partido, mas o médico disse ter a “confiança” da direção nacional, apesar da polémica em que está envolvido.

CDS: Rui Barreto, o líder conciliador diz que “este é o momento do CDS”

O líder do CDS na Madeira, Rui Barreto, é o cabeça de lista do partido nas regionais da Madeira e diz que estas eleições são “o momento” do partido chegar à governação na região.

Filho de uma professora primária e de um bancário, Rui Miguel da Silva Barreto nasceu no Funchal, em setembro de 1976, e tirou uma licenciatura em gestão de empresas em Santarém, no Instituto Superior de Línguas e Administração (ISLA).

No regresso à Madeira trabalhou na Empresa de Eletricidade da Madeira, onde esteve durante oito anos (2003 a 2011), tendo sido também consultor júnior na empresa Tracy International, atividades que exerceu até se dedicar à política, no CDS da região.

Casado e com três filhos, começou o seu percurso político em 2011, quando foi eleito deputado para o parlamento da Madeira.

Entre 2012 e 2015, foi deputado na Assembleia da República, tendo ficado conhecido por furar a disciplina parlamentar votando contra os orçamentos e a austeridade excessiva ditados na altura pela ‘troika’, o que lhe valeu um processo disciplinar e um afastamento de cinco meses dos órgãos do partido (2013).

Nas últimas regionais de 2015 voltou a ocupar um lugar no parlamento da Madeira e foi eleito líder do CDS da Madeira em 21 de julho de 2018.

CDU (PCP/PEV): Edgar Silva, o padre que trocou a religião pela política

O coordenador regional do Partido Comunista da Madeira, Edgar Silva, que deixou o sacerdócio para se dedicar à política, volta a ser o cabeça de lista da única coligação, a CDU (PCP/PEV), que concorre às regionais da Madeira.

Nascido em 1962, o ainda conhecido como “padre Edgar” deixou a Madeira em 1980 rumo ao continente português para frequentar o seminário, sendo licenciado em Teologia e mestre em Teologia Sistemática pela Universidade Católica Portuguesa.

Regressou à ilha em 1987 e fundou o Movimento do Apostolado das Crianças (MAC), começando a dar nas vistas quando passou a denunciar o problema da prostituição infantil e pedofilia das crianças de Câmara de Lobos.

Nessa altura, a sua contestação a várias instituições, incluindo o Governo da Madeira, acabou por o empurrar para uma atividade política mais visível e, em 1997, deixou o sacerdócio.

Edgar de Freitas Gomes da Silva acabou por se filiar no PCP, um ano depois de ter sido candidato, pela primeira vez, como independente, nas regionais de 1996. Foi sucessivamente eleito deputado no parlamento regional e, em 2016, candidatou-se à Presidência da República.

Juntos pelo Povo: O arqueólogo que fundou um movimento de cidadãos com projeto governativo em 2023

O arqueólogo Élvio Sousa, cabeça de lista do Juntos pelo Povo (JPP), o partido que foi a grande surpresa nas regionais de 2015, ao conseguir eleger cinco deputados, diz ter um projeto de governação para a Madeira em 2023.

O JPP estreou-se nas eleições regionais de 2015 e foi a grande surpresa da noite: obteve 13.114 (10,28%), sendo a quarta força mais votada, com a eleição de cinco deputados na Assembleia Legislativa da Madeira.

Élvio Sousa, presidente da junta de freguesia de Gaula, no concelho de Santa Cruz, o município governado pelo JPP e presidido pelo seu irmão, Filipe Sousa, é considerado o “pai” dos movimentos de cidadãos na Madeira.

Com 41 anos, o arqueólogo foi o principal impulsionador deste tipo de movimentos que resultou no afastamento do PSD, que sempre tinha governado o concelho de Santa Cruz, tanto do município, como das juntas de freguesia.

Licenciado em História e mestre em História Regional e Local pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Élvio Duarte Martins é também investigador do Centro de História de Aquém e de Além-Mar, da Universidade Nova de Lisboa, e está ligado ao projeto do Núcleo Histórico do Solar do Ribeirinho, em Machico.

RIR: Roberto Vieira abandonou MPT e escolheu RIR

Roberto Vieira, que durante anos foi o rosto do Movimento Partido da Terra (MPT) na Madeira, demitiu-se desta força partidária e é o cabeça de lista do Reagir, Incluir, Reciclar (RIR) nas eleições regionais da Madeira.

Nascido em abril de 1971, no Funchal, o professor do 1.º ciclo, Roberto Paulo Ferreira Vieira candidatou-se em 2009, enquanto coordenador do MPT insular, à presidência da Câmara Municipal do Funchal e repetiu a candidatura em 2017, mas pela coligado com o PPV/CDC.

Tornou-se coordenador do MPT da Madeira, mas, em junho de 2019, demitiu-se do cargo em protesto pela decisão do Tribunal Constitucional, que invalidou a eleição do presidente nacional do partido, Luis Matos Vicente, reconhecendo o ex-eurodeputado cessante José Inácio Faria como líder do partido.

Roberto Vieira decidiu abraçar um novo outro projeto político nas regionais de 22 de setembro, sendo o primeiro candidato da lista do RIR.

Tem como lema "RIR é o melhor remédio".