Miguel Albuquerque diz que não está "aqui para agradar o senhor primeiro-ministro"

Miguel Albuquerque afirmou hoje, na Ribeira Brava, que "enquanto presidente do Governo Regional, estou aqui ao serviço dos madeirenses e porto-santenses e não ao serviço do primeiro-ministro, porque o que ele não terá, nesta terra, são empregados ao serviço do centralismo de Lisboa”. 

Referindo-se à recente visita de António Costa à Região,o líder social democrata reiterou ser “preciso muita lata para apelar ao voto no partido e na pessoa que mais prejudicou a Madeira, nos últimos quatros anos. Um primeiro-ministro que não cumpriu, que não resolveu o que tinha para resolver, que mentiu e que não paga o que deve” e que ainda tem a ousadia de afirmar que “a mobilidade dos madeirenses dentro do território nacional é um modelo ruinoso para a República”. Se considera que o modelo da mobilidade – que nunca soube resolver –, é ruinoso, então o que dizer do Metro de Lisboa e da CP, que custam à República 3 mil milhões e 2 mil milhões respetivamente, questionou, exigindo uma resposta de António Costa.

“Ao fim de 43 anos continuamos no bom caminho. Sabemos quem somos, o que queremos e para onde vamos e aqui, nesta terra, António Costa não manda nem vai mandar e ele vai perceber isso quando, a 22 de setembro, for derrotado, pela segunda vez”, disse.

Elogiando a candidata e lembrando os investimentos realizados no concelho, entre os quais o da Escola Secundária, Albuquerque adiantou, ainda, que a estrada da apresentação será aberta no fim de semana. “O meu governo não distingue concelhos”, vincou, reforçando que “só um governo nosso, com uma maioria alargada no parlamento, pode continuar a desenvolver a nossa terra, com estabilidade e segurança, nos seus onze concelhos”.

Agradecendo a confiança e o apoio de todos os ribeira-bravenses ao “único partido que tem sempre defendido a nossa Região Autónoma”, Clara Tiago fez questão de sublinhar, na sua intervenção, o diálogo saudável que tem caraterizado as relações entre o Governo Regional e a autarquia da Ribeira Brava, em benefício da população local, garantindo que “todos os compromissos do Executivo com a Ribeira Brava foram cumpridos ou estão em curso” e que, mesmo depois das eleições autárquicas, o PSD-M nunca voltou as costas ao município nem muito menos aos seus residentes.